O Rio Grande do Sul deve registrar uma safra recorde de noz-pecã em 2026, com produção estimada em 8 mil toneladas, segundo a Emater/RS-Ascar. O crescimento em relação às 5,2 mil toneladas da safra anterior é atribuído às condições climáticas favoráveis que beneficiaram o desenvolvimento dos pomares.
De acordo com o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani, a precipitação adequada durante os períodos críticos da cultura contribuiu para o aumento da produtividade. Ele ressalta que “dias de sol e ventos leves durante a brotação e a floração também proporcionaram uma ótima condição de produtividade”. A colheita mecanizada segue até junho.
Em Santa Maria, na Região Central do estado, uma fazenda com 120 hectares e 20 mil pés de nogueira realiza o cultivo com processos que envolvem limpeza, seleção e classificação dos frutos após a colheita. O produtor Eduardo Klumb enfatiza que, além do clima, o manejo, incluindo adubação e uso de defensivos, é fundamental para aproveitar os anos de maior produção.
Os municípios de Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria concentram as maiores áreas de plantio no Rio Grande do Sul. O bom desempenho da safra deve incentivar a entrada de novos produtores e ampliar os mercados consumidores, tanto internos quanto externos.
Atualmente, a Itália é o principal destino da noz-pecã gaúcha exportada. Claiton Wallauer, presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), projeta expansão da produção nacional, que deve alcançar mais de 15 mil toneladas até 2030. Ele destaca que o estado já conta com cerca de 8 a 9 mil hectares cultivados.
O retorno financeiro positivo da cultura estimula o crescimento do setor no estado. Guilherme Passamani observa que novos produtores tendem a ampliar suas áreas de plantio, incentivando a entrada de outros agricultores na atividade.
A expectativa do setor é de crescimento contínuo, acompanhando a demanda interna e externa, com o Rio Grande do Sul mantendo a liderança na produção brasileira de noz-pecã.
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Palavras-chave: noz-pecã, Rio Grande do Sul, safra 2026, Emater/RS-Ascar, produção agrícola, hortifrúti, exportação, instituto brasileiro de pecan, agricultura mecanizada, clima favorável
Fonte: g1.globo.com
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