As exportações globais de café verde cresceram 0,8%

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As exportações globais de café verde cresceram 0,8% em março de 2024 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando 11,7 milhões de sacas de 60 quilos, conforme relatório divulgado pela Organização Internacional do Café nesta terça-feira (19). O aumento ocorreu apesar do recuo de 16,8% nas exportações brasileiras de arábica natural, uma das principais categorias do país no mercado internacional.

O crescimento das exportações foi impulsionado principalmente pela variedade robusta, cuja comercialização avançou 24%, alcançando o recorde de 5,52 milhões de sacas. O Vietnã, maior produtor mundial de robusta, contribuiu com alta de 30,3% nos embarques durante o período.

Enquanto isso, a categoria denominada “outros suaves”, que inclui cafés arábica produzidos em países da América Central, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, teve crescimento de 0,9%, chegando a 2,59 milhões de sacas. Por outro lado, a Colômbia registrou queda de 33,8% nas exportações de arábicas suaves, totalizando 880 mil sacas, afetada por dificuldades no abastecimento interno.

O Brasil, maior produtor mundial de café, enfrentou queda nas exportações de arábicas naturais, categoria que possui maior valor agregado e representa uma especialidade do país. Em março, os embarques dessa variedade recuaram para 2,71 milhões de sacas. Este movimento contrasta com o desempenho positivo observado no mercado global da variedade robusta.

A demanda por cafés sustentáveis e de alta qualidade tem orientado as práticas dos produtores, como os associados da Cooxupé, que mantêm rígidos padrões para atender a essas exigências do mercado internacional. Apesar disso, a redução nas exportações brasileiras indica desafios enfrentados no setor, como condições climáticas e logísticas.

No cenário global, o comércio do café verde mostra variações entre as categorias, refletindo diferentes contextos regionais e produtivos. As exportações de robusta, com destaque para o Vietnã, sustentam o crescimento geral, enquanto os cafés arábica apresentam comportamento misto.

A diferença nos resultados entre os principais produtores demonstra a complexidade do mercado mundial de café, marcado por fatores econômicos, ambientais e estruturais. A tendência para 2024 ainda depende de condições climáticas e ajustes na oferta e demanda, além das políticas comerciais dos países exportadores.

A Organização Internacional do Café continuará monitorando os dados para fornecer relatórios que auxiliem produtores, exportadores e investidores nas decisões estratégicas relacionadas ao setor cafeeiro.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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