O preço do petróleo subiu forte nesta segunda-feira (18), ultrapassando US$ 111 o barril, após o presidente dos EUA, Donald Trump, emitir novas ameaças contra o Irã em meio a negociações estagnadas sobre a guerra na região. O aumento nos valores reflete o aumento das tensões geopolíticas e preocupações com o fluxo global de energia.
O petróleo Brent, referência internacional, avançou 1,9%, chegando a US$ 111,31 por barril. Nos Estados Unidos, o barril do petróleo de referência subiu 2,3%, cotado a US$ 107,83. Esses números mostram um aumento significativo em comparação aos valores de fevereiro deste ano, antes de o conflito escalonar, quando o barril estava em cerca de US$ 70.
A alta foi impulsionada por um alerta de Trump, divulgado em rede social após conversa com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O presidente americano afirmou que o Irã deve agir rápido “ou não sobrará nada deles”, indicando uma possível intensificação da pressão militar ou econômica.
O ambiente no mercado de energia permanece tenso. O Estreito de Ormuz, passagem estratégica para transporte de petróleo, continua praticamente fechado. Além disso, os Estados Unidos mantêm desde o mês anterior um bloqueio marítimo aos portos iranianos, restringindo o comércio do país.
A situação se agravou no fim de semana, após um ataque com drone atingir uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, aumentando o clima de insegurança na região. Analistas de commodities do ING, Warren Patterson e Ewa Manthey, alertaram para a possibilidade de nova escalada do conflito, mencionando a falta de avanços concretos após reunião entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping.
Apesar de Washington afirmar que ambos concordaram sobre a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz — e que a China estaria disposta a ajudar — ainda não está definido como Pequim exercerá sua influência sobre o Irã. A incerteza mantém os investidores cautelosos quanto à estabilidade do fornecimento energético.
As consequências do aumento do preço do petróleo reverberaram nos mercados globais. Na Ásia, as bolsas registraram quedas generalizadas: o índice Nikkei 225, em Tóquio, recuou 0,9%; o Hang Seng, em Hong Kong, perdeu 1,6%; e o Composto de Xangai caiu 0,1%, afetado também por dados fracos do varejo chinês em abril. A bolsa australiana S&P/ASX 200 caiu 1,4%.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros registraram queda de mais de 0,6%, após o fechamento negativo das principais bolsas na sexta-feira, com o índice S&P 500 caindo 1,2%, o Dow Jones 1,1%, e o Nasdaq 1,5%.
A escalada do preço da energia também aumentou a pressão sobre a inflação, refletida na elevação dos rendimentos dos títulos públicos. O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano com vencimento em 10 anos subiu para cerca de 4,63%, acima dos 4% registrados antes do conflito. No Japão, o rendimento dos títulos governamentais de 10 anos alcançou 2,8%, o maior nível desde os anos 1990, influenciado por expectativas inflacionárias e pelo aumento gradual das taxas de juros pelo Banco do Japão.
No mercado cambial, o dólar se fortaleceu frente ao iene, alcançando 159,02 ienes, enquanto o euro registrou leve alta, cotado a US$ 1,1626.
A combinação de tensões geopolíticas na região do Golfo Pérsico, bloqueios estratégicos e ataques recentes contribui para a volatilidade elevada no mercado de petróleo, impactando diferentes setores da economia global.
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Fonte: g1.globo.com
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