O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (18), em Paris, que os ativos financeiros brasileiros estão baratos e atraem investimentos estrangeiros. Ele participou de compromissos ligados ao G7 e discussões sobre inteligência artificial, transição energética e cooperação econômica.
Durigan destacou que, diante da instabilidade nas bolsas globais causada pela guerra no Oriente Médio, o Brasil pode ser considerado um “porto seguro”. Segundo ele, apesar das recentes quedas, a bolsa brasileira tem mostrado resiliência e os ativos mantêm preços atrativos para investidores.
Analistas reforçam essa visão, apontando que o Brasil atrai capital em meio ao conflito internacional por ser exportador de commodities e por oferecer juros reais elevados. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está em 14,5% ao ano, o que posiciona o país entre os que têm os maiores retornos financeiros.
Além disso, Durigan ressaltou o potencial de investimentos em minerais críticos, que são fundamentais para a produção de tecnologias avançadas, como baterias para celulares e carros elétricos, chips, painéis solares, turbinas eólicas e equipamentos militares.
O ministro lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos. Essa política visa garantir a soberania sobre esses recursos e estimular sua industrialização no Brasil, afastando o país de um modelo baseado apenas na exportação dessas matérias-primas.
Durigan enfatizou que a União Brasileira é proprietária desses minerais, e que o novo marco regulatório busca oferecer segurança jurídica, procedimentos ágeis e evitar judicializações que possam prejudicar o setor. A criação de um ambiente favorável ao investimento, segundo ele, é essencial para continuar esse desenvolvimento.
Os encontros em Paris fazem parte da agenda do ministro para discutir temas globais que impactam diretamente a economia brasileira. O objetivo é fortalecer a cooperação internacional e atrair mais recursos para setores estratégicos no Brasil.
A avaliação de Durigan ocorre em um momento de volatilidade nos mercados mundiais, com o Brasil buscando consolidar sua atratividade frente a investidores estrangeiros. A combinação de juros altos e recursos naturais estratégicos tem sido apontada como diferencial para o país.
O ministro da Fazenda concluiu afirmando que o Brasil está aberto para receber investimentos que impulsionem o crescimento econômico e a modernização da indústria nacional, com foco em sustentabilidade e inovação tecnológica.
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Fonte: g1.globo.com
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