O governo aumentou nesta segunda-feira (18) a estimativa oficial da inflação para 4,5% em 2025, próxima ao limite máximo da meta estabelecida. A revisão foi motivada pela alta do preço do petróleo, que subiu acima de US$ 110, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.
O dado foi divulgado no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Segundo o documento, a inflação deverá ser pressionada pelos impactos do aumento dos combustíveis causados pela escalada do conflito na região.
A Pasta esclareceu que parte dos efeitos do reajuste no preço do petróleo pode ser compensada pela valorização do real diante do dólar e por medidas adotadas para limitar o repasse dos custos ao consumidor final.
Desde o início de 2025, com o sistema de meta contínua, o governo estipula que a inflação oficial deve ficar em 3%, considerada dentro da meta quando varia entre 1,5% e 4,5%. Assim, a nova projeção de 4,5% está no teto permitido pelo regime fiscal.
Analistas do mercado financeiro, entretanto, preveem um índice ainda maior para o ano, com estimativa média de 4,92% para a inflação.
Em relação ao crescimento econômico, a Fazenda manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,3% em 2025, equivalente à taxa registrada no ano anterior.
No primeiro trimestre do ano, houve mudanças na composição do crescimento econômico. A participação da indústria diminuiu, enquanto serviços aumentaram sua contribuição, e a agropecuária permaneceu estável.
A política monetária restritiva deverá reduzir o ritmo de crescimento nos trimestres seguintes, com expectativa de recuperação apenas no último trimestre do ano, acompanhando a retomada da indústria.
A Secretaria de Política Econômica avaliou que o desempenho da economia enfrentará efeitos defasados dessas políticas, mas que há expectativa de melhora no final do ano.
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Fonte: g1.globo.com
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