A China concordou em aumentar as compras de

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A China concordou em aumentar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos para uma taxa anualizada de US$ 17 bilhões em 2026, mantendo esse nível em 2027 e 2028, informou a Casa Branca no domingo (17). O acordo foi resultado do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, em 14 de maio, e busca amenizar os impactos da guerra comercial iniciada em 2025.

Segundo a Casa Branca, a China reabrirá o mercado para carne bovina dos EUA e retomará as importações de aves de estados americanos considerados livres da gripe aviária pelo Departamento de Agricultura dos EUA. Esses compromissos se somam às compras de soja negociadas anteriormente no ano passado.

A guerra comercial, que levou a imposição de tarifas entre os dois países, afetou duramente os agricultores americanos, especialmente os produtores de soja e de carnes. Além disso, as restrições na navegação do Estreito de Ormuz, decorrentes das tensões entre EUA, Israel e Irã, pressionaram o mercado de fertilizantes e elevou seus preços, agravando a situação do setor agrícola.

Até 2025, as importações chinesas de produtos agrícolas americanos caíram de US$ 38 bilhões em 2022 para US$ 8 bilhões, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA. A soja, tradicionalmente o principal produto exportado pelos Estados Unidos para a China, teve suas compras interrompidas no ano passado após o aumento das tarifas chinesas para 25%.

O Ministério do Comércio da China declarou no sábado (16) que os dois países fariam progressos na remoção de barreiras não tarifárias para o comércio agrícola. As negociações englobam questões como o reconhecimento da província de Shandong como zona livre de gripe aviária e o registro de instalações de processamento de carne bovina.

Além disso, os governos concordaram em ampliar o comércio por meio de reduções tarifárias recíprocas em uma seleção de produtos, embora ainda não tenham divulgado quais itens serão beneficiados. A China tem buscado diversificar suas fontes, importando soja, carne bovina e outros produtos de países como Brasil e Argentina.

Durante a reunião em Pequim, Trump e Xi também concordaram em criar conselhos de comércio e investimento para gerenciar questões econômicas e ampliar o acesso de empresas americanas ao mercado chinês. Esses conselhos oferecerão um fórum para discutir práticas comerciais e investimentos, mas detalhes específicos sobre o funcionamento foram poucos.

Frigoríficos americanos, incluindo grandes empresas como Tyson e Cargill, poderão retomar as exportações para a China. No entanto, o volume exato dessas vendas ainda não foi definido, e o país asiático ainda não confirmou oficialmente os termos do acordo.

Desde que a China deixou expirar licenças de centenas de frigoríficos americanos no ano passado, as importações de carne bovina americana caíram de US$ 2,14 bilhões em 2022 para menos de US$ 500 milhões em 2025, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. As exportações de carnes e produtos avícolas para a China também diminuíram expressivamente.

Em relação à soja, os dados mais recentes indicam que os EUA exportaram 10,9 milhões de toneladas métricas para a China até 7 de maio, volume abaixo dos 25 a 30 milhões registrados em anos anteriores. A China segue cumprindo parcialmente os compromissos acordados em outubro de 2025 para retomar as compras.

Setores ligados à soja, como a Associação Americana de Soja, solicitaram que o governo Trump priorizasse a expansão dessas compras durante as negociações com Xi Jinping. Segundo o presidente da associação, Scott Metzger, avanços nas compras são essenciais para garantir confiança e planejamento aos agricultores americanos.

O aumento nas importações chinesas representa uma tentativa de reequilibrar a relação comercial entre os dois países após o período de tensões e tarifas impostas durante os últimos anos. Ainda assim, o impacto total e o grau de cumprimento dos novos compromissos permanecem incertos diante da ausência de confirmações oficiais por parte da China.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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