O CEO da Cosan, Marcelo Martins, anunciou nesta sexta-feira (15) que a empresa não fará novos investimentos na Raízen e pode vender sua participação na joint venture, que deve se tornar minoritária após o processo de reestruturação financeira da produtora de açúcar, etanol e distribuidora de combustíveis.
Martins explicou que a diluição da Cosan na Raízen ocorrerá em função da conversão da dívida da companhia em ações, um acordo que está em negociação com credores. A operação visa reduzir o elevado endividamento da Raízen, mas reduzirá a fatia da Cosan no negócio, atualmente uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil.
Durante a apresentação dos resultados trimestrais da Cosan, o executivo afirmou que a empresa não acompanhará a Shell, sócia na joint venture, no aporte de capital previsto no processo de reestruturação. Isso significa que a participação da Cosan será reduzida e pode deixar de ser relevante para seu portfólio.
Ainda não há definição sobre o tamanho exato da diluição ou sobre o preço da conversão da dívida, mas Martins destacou que essas questões estão em discussão. Também não foi decidido se a Cosan manterá ações ordinárias ou preferenciais da Raízen.
O CEO apontou que a empresa não pretende seguir vinculada ao acordo de acionistas firmado com a Shell há cerca de 15 anos, o que reforça a possibilidade de a Cosan vender a sua participação futura. Apesar disso, ele não estipulou um prazo para a venda nem o volume de ações que poderão ser alienadas.
Martins ressaltou que, com uma fatia minoritária, a Cosan deve buscar liquidez por meio da venda progressiva das ações detidas na Raízen. O objetivo é adaptar o portfólio da companhia diante da nova estrutura acionária da joint venture.
A Raízen é uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do país e atua também como distribuidora de combustíveis, numa operação conjunta entre Cosan e Shell que começou há 15 anos. A reestruturação financeira da empresa tem o objetivo de ajustar seu endividamento e viabilizar maior sustentabilidade financeira.
Em resumo, a Cosan não fará aportes adicionais na Raízen e pode reduzir significativamente sua participação acionária na empresa após a conversão da dívida em ações, o que pode resultar na venda futura de sua fatia para buscar liquidez e ajustar sua estratégia de investimentos.
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Fonte: g1.globo.com
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