O governo autorizou nesta quinta-feira (14), por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, que os Correios comercializem seguros, títulos de capitalização e outros serviços financeiros para reforçar sua receita. A medida permite à estatal ampliar seu portfólio de produtos e buscar fontes alternativas de receita diante do rombo financeiro enfrentado.
Com a nova autorização, os Correios poderão atuar na venda e intermediação de seguros automóvel, vida, residencial e viagem. Além disso, a empresa poderá oferecer bônus promocionais, cupons e vale-benefícios para seus clientes.
A portaria também permite a comercialização de certificados, consórcios, aplicações financeiras, créditos e outros instrumentos financeiros. Entre os produtos autorizados estão, ainda, títulos de capitalização, que até então eram vendidos exclusivamente por bancos e seguradoras.
Segundo o texto, a diversificação dos serviços busca aumentar a sustentabilidade financeira da estatal, reduzindo a dependência dos serviços postais tradicionais, que vêm apresentando queda de demanda.
A comercialização dos novos produtos visa ampliar o acesso dos clientes do país a serviços financeiros pela ampla capilaridade da rede dos Correios, que abrange áreas urbanas e rurais.
Especialistas avaliam que a medida pode ajudar na recuperação financeira da empresa, mas apontam o desafio de estruturar a oferta desses produtos e garantir a capacitação dos funcionários para atuar no setor financeiro.
A autorização faz parte de um plano mais amplo do governo para reestruturar os Correios e evitar o colapso financeiro, que tem sido consequência da queda na receita dos serviços postais e do aumento das despesas.
A estatal deve elaborar em breve os regulamentos e estratégias para a implementação dos serviços autorizados, incluindo a definição de parcerias com instituições financeiras e seguradoras.
A nova atividade comercial poderá representar uma mudança significativa na atuação dos Correios, que durante décadas se limitaram à prestação de serviços postais e logística.
Com a autorização oficial, os Correios começam a operar como intermediários de produtos financeiros, atuando na captação de clientes e facilitando o acesso a esses produtos em todo o Brasil.
Ainda não há previsão de quando os novos serviços estarão disponíveis, mas a estatal deve iniciar os processos de contratação e treinamento imediatamente.
Em resumo, a medida visa proporcionar aos Correios uma alternativa de receita para enfrentar as dificuldades financeiras atuais, usando a estrutura de atendimento em todo o país para distribuir produtos financeiros.
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Fonte: g1.globo.com
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