O dólar começou a sessão desta quinta-feira (14) com atenção ao cenário político brasileiro e ao encontro em Pequim entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump. O movimento reflete a influência desses eventos nas expectativas do mercado financeiro, enquanto o Ibovespa abre às 10h.
No Brasil, a divulgação de áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro gera incertezas sobre a possibilidade de mudanças no governo. Flávio, pré-candidato à Presidência, era visto como um potencial agente de ajuste na política econômica. A repercussão afetou o mercado na quarta-feira, com queda de 1,8% na bolsa e alta superior a 2% no dólar, que retornou à cotação de R$ 5.
Paralelamente, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, na sequência da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e práticas ilegais, como coerção e invasão de dispositivos eletrônicos. A operação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.
No âmbito internacional, o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim destaca a busca por reaproximação entre China e Estados Unidos, ampliando a atenção dos mercados globais. Durante o encontro, Trump chamou Xi de “amigo” e o convidou para visita oficial aos EUA em setembro. A visita norte-americana à China trata de temas como a guerra tarifária, a situação no Golfo Pérsico, Taiwan e disputas no setor de tecnologia.
O conflito entre Irã e EUA também mantém os mercados em alerta. As negociações para um cessar-fogo perderam força após declarações de Trump e rejeição iraniana. A tensão elevou os preços do petróleo, com o barril do Brent ultrapassando US$ 107, motivado pelo risco de interrupção na passagem estratégica do Estreito de Ormuz. Os EUA aplicaram novas sanções a empresas envolvidas com a venda de petróleo iraniano à China.
No cenário político brasileiro, a proximidade das eleições intensifica os debates. Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta aponta empate técnico no segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com 42% e 41% das intenções de voto, respectivamente. Desde dezembro, a liderança do presidente Lula tem diminuído, revelando um cenário competitivo.
Outra medida recente envolve o fim da chamada “taxa das blusinhas”, que era um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, implementado em agosto de 2024. A extinção do imposto, anunciada pelo presidente Lula, não altera a cobrança do ICMS estadual, que em dez estados foi elevada para 20%. A decisão pode impactar a arrecadação do governo e foi interpretada como ação ligada ao contexto eleitoral.
Nos mercados globais, os índices americanos encerraram a quarta-feira (13) em direções distintas. O Dow Jones caiu 0,14%, o S&P 500 subiu 0,5% e o Nasdaq avançou 1,20%, influenciados por dados de inflação ao produtor que reforçam a expectativa de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve. Na Europa, os principais índices fecharam em alta, com o DAX subindo 0,76%, CAC 40 avançando 0,35% e FTSE 100 crescendo 0,58%.
Na Ásia, os mercados reagiram positivamente ao encontro dos líderes dos EUA e da China. O índice Shanghai Composite atingiu o nível mais alto desde 2015, subindo 0,7%. Em Hong Kong, o Hang Seng cresceu 0,2%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve alta de 0,8%.
A combinação dos fatores políticos internos e externos mantém os investidores atentos, influenciando a cotação da moeda norte-americana no Brasil e a movimentação dos índices de ações, acompanhando os desdobramentos das negociações diplomáticas e a situação econômica global.
—
Palavras-chave: dólar, Ibovespa, Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Operação Compliance Zero, Xi Jinping, Donald Trump, eleições brasileiras, pesquisa Quaest, taxa das blusinhas, petróleo, Irã, sanções, mercados globais, Fed, inflação, bolsa de valores, China, Estados Unidos.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

