A Samsung Electronics e o sindicato que representa seus funcionários na Coreia do Sul não chegaram a um acordo salarial durante negociação realizada nesta quarta-feira (13), aumentando o risco de uma greve marcada para 21 de maio. O impasse ocorre após sessões mediadas pelo governo e pode afetar a produção de semicondutores, setor crucial para a economia sul-coreana.
Mais de 50 mil trabalhadores podem paralisar atividades por 18 dias devido à insatisfação com o bônus recebido, considerado inferior ao pago pela concorrente SK Hynix. O sindicato exige mudanças no sistema de remuneração, incluindo a eliminação do teto para os bônus.
O representante sindical Choi Seung-ho afirmou que a Samsung rejeitou a proposta de alterar o sistema atual de remuneração. Segundo ele, não há intenção de retomar negociações antes da greve, mas o sindicato está aberto a avaliar uma proposta adequada da empresa.
A Samsung declarou que lamenta o fracasso nas negociações e se compromete a manter um “diálogo sincero” com o sindicato para evitar a greve, considerada o “pior cenário possível” pela empresa.
Diante do impasse, o governo sul-coreano convocou uma reunião emergencial com ministros envolvidos no caso. O primeiro-ministro Kim Min-seok destacou a gravidade do impacto econômico que uma paralisação pode causar e pediu apoio para que as negociações continuem e evitem a greve.
A Comissão Nacional de Relações Trabalhistas, que mediou as conversas, informou que apresentou alternativas, mas encerrou as negociações após o sindicato solicitar o fim das discussões devido às grandes divergências.
Os semicondutores têm papel estratégico na economia da Coreia do Sul, representando 37% das exportações do país em abril, ante 20% no ano anterior, segundo dados governamentais. Uma greve pode atrasar entregas, elevar preços e beneficiar concorrentes internacionais.
A situação provoca preocupação por sua possível repercussão global, dado que a Coreia do Sul é um dos principais fornecedores de chips para a indústria tecnológica mundial. O desenrolar das negociações e os próximos passos do governo e da empresa serão decisivos para o setor.
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Fonte: g1.globo.com
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