A União Europeia (UE) excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina para a Europa por não apresentar garantias sobre o uso controlado de antibióticos na pecuária. A atualização foi publicada nesta terça-feira (12) e passa a valer a partir de setembro.
A lista da UE regula quais países cumprem as normas europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos na criação de animais. O objetivo é assegurar que sejam respeitadas as regras contra o uso excessivo de antibióticos na produção pecuária.
O Brasil não forneceu informações suficientes às autoridades europeias para comprovar que não utiliza antimicrobianos de forma inadequada em animais destinados à exportação. Por isso, foi excluído do grupo de países autorizados temporariamente.
A Comissão Europeia informou que a lista poderá ser revista assim que as autoridades brasileiras apresentarem as garantias solicitadas. A medida acontece em um momento de tensão, após o início da vigência provisória do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, no dia 1º de maio.
O acordo mantém uma pauta em discussão na Europa, com críticas do setor agrícola e de países como a França, que pedem maior controle e vigilância sobre os produtos importados do Mercosul.
Christophe Hansen, comissário europeu para a Agricultura, destacou que os agricultores da UE seguem padrões rigorosos no uso de antimicrobianos e que os produtos importados devem obedecer aos mesmos critérios para garantir a segurança sanitária.
As regras europeias proíbem o uso de antimicrobianos em animais para promover crescimento ou aumentar a produção pecuária. Também vetam o uso de antibióticos reservados para tratamento de infecções em humanos na criação animal.
Essa política faz parte da estratégia da União Europeia para combater a resistência microbiana a medicamentos e evitar o uso desnecessário de antibióticos em animais de produção.
O veto às exportações brasileiras ocorre como um sinal claro de fiscalização e controle sanitário por parte da UE, em resposta a preocupações com a segurança alimentar e a saúde pública.
No momento, o comércio de carne bovina entre Brasil e União Europeia fica condicionado à apresentação de documentos que comprovem o cumprimento das normas europeias contra o uso de antimicrobianos.
As autoridades brasileiras ainda não se manifestaram oficialmente sobre a exclusão da lista e não há previsão de quando poderão apresentar as garantias exigidas por Bruxelas.
Palavras-chave: União Europeia, Brasil, exportação, carne bovina, antimicrobianos, pecuária, acordo Mercosul-UE, controle sanitário, resistência microbiana, agricultura.
Fonte: g1.globo.com
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