A fintech Naskar Gestão de Ativos está sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após clientes relatarem dificuldades para acessar valores investidos e falta de respostas da empresa entre os dias 7 e 8 de junho. Estima-se que o prejuízo total supere os R$ 335 milhões, segundo registros policiais e informações do Grupo Nexco, uma das contratantes.
Foram registradas quatro ocorrências em diferentes delegacias do DF, que apurarão os fatos de forma independente. A Naskar atua com contratos de mútuo e tem cerca de R$ 850 milhões em operações ativas, potencialmente impactando mais de 2.700 pessoas.
Segundo o Grupo Nexco, cerca de 1.250 clientes, colaboradores e pessoas ligadas à empresa podem ter sido prejudicados, com um impacto estimado em R$ 288 milhões. A Nexco ajuizou uma ação judicial contra a Naskar para garantir direitos após atrasos em pagamentos previstos para o primeiro dia útil do mês e a indisponibilidade do aplicativo da fintech.
O grupo informou que nunca identificou sinais de irregularidade antes da paralisação da operação e reclama da falta de transparência dos sócios da Naskar. O advogado Kauê Machado, representante da Nexco, classificou o caso como uma “crise de confiança e de informação”.
O empresário Wesley Miranda Albuquerque, sócio-administrador de uma empresa de planejamento financeiro em Brasília, registrou ocorrência após perdas estimadas em R$ 47 milhões. Segundo ele, os problemas começaram quando pagamentos previstos para 4 de junho não foram realizados e o aplicativo da Naskar saiu do ar. Wesley afirma que representantes da fintech deixaram de responder contatos.
Clientes relataram ao site Reclame Aqui problemas semelhantes, incluindo o bloqueio de acesso ao aplicativo e a ausência de comunicação oficial da empresa sobre a situação e a devolução dos valores.
Em nota, a Naskar informou ter iniciado um processo interno de auditoria após identificar inconsistências em sua base de dados. A empresa afirma que equipes técnicas trabalham na revisão e prometeu atualizar os clientes o mais breve possível.
A crise começou com atrasos em pagamentos e se agravou com a suspensão do acesso ao aplicativo e a falta de informações oficiais. A Nexco afirma que, além de clientes externos, diretores e colaboradores também foram afetados.
Até o momento, a Polícia Civil do DF continua as investigações e as empresas envolvidas buscam medidas judiciais para proteger os clientes e esclarecer os fatos. A situação evidencia uma paralisação das operações da fintech e o impacto financeiro para milhares de investidores.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

