O Brasil foi o país que mais recebeu investimentos chineses

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O Brasil foi o país que mais recebeu investimentos chineses para novos negócios e projetos em 2025, totalizando US$ 6,1 bilhões, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (7) pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O montante foi impulsionado principalmente pelos setores de energia, mineração e mobilidade elétrica.

De acordo com o levantamento, o Brasil concentrou 10,9% de todos os investimentos chineses no exterior em 2025, superando Estados Unidos, Indonésia e Cazaquistão. O país é o único que permaneceu entre os cinco maiores destinos de capital chinês nos últimos cinco anos.

O setor de eletricidade liderou os aportes, com US$ 1,79 bilhão, o que equivale a cerca de 29,5% do total investido. Esse valor foi direcionado a projetos de energia renovável e transmissão de eletricidade no país.

A mineração sofreu um aumento expressivo e foi o destaque do ano, segundo o estudo. Os investimentos mais que triplicaram em relação a 2024, chegando a US$ 1,76 bilhão. O crescimento está ligado ao interesse chinês em minerais críticos para a transição energética, como níquel, cobre e ouro.

O setor automotivo também apresentou crescimento, com US$ 965 milhões investidos, alta de 66% no comparativo anual. A expansão das montadoras chinesas no Brasil foi apontada como principal motivo. O relatório destaca a inauguração das fábricas da BYD, na Bahia, e da GWM Brasil, em São Paulo, além da parceria entre Geely Auto e Renault Brasil.

O setor de petróleo manteve sua relevância, recebendo US$ 804 milhões, apesar da redução de 24% em relação a 2024. Esses investimentos corresponderam a 13,3% do total aplicado pela China no Brasil e representaram o segundo maior número de projetos. O principal acontecimento foi a entrada da China National Petroleum Corporation (CNPC) em nove blocos exploratórios na Foz do Amazonas, em consórcio com a Chevron. Essa ação ampliou a presença chinesa na região Norte e contribuiu para a participação recorde dessa área na atração de projetos chineses em 2025.

O diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC e autor do estudo, Tulio Cariello, afirmou que o aumento dos investimentos reflete uma combinação de fatores internos e externos. Ele citou a depreciação do real frente ao dólar, o tamanho do mercado consumidor brasileiro, a abundância de recursos minerais e energéticos, além da matriz elétrica limpa como motivos para a maior atratividade dos ativos brasileiros.

A desvalorização do real eleva o poder de compra das empresas chinesas no Brasil, já que os investimentos são realizados em dólar, reduzindo o custo relativo de fábricas, terras e projetos de infraestrutura. Isso torna o país mais competitivo para o capital estrangeiro.

O relatório também aponta que tensões geopolíticas e restrições a investimentos chineses nos Estados Unidos e Europa têm direcionado parte do capital para o Brasil. Para os próximos anos, a expectativa é que os aportes se mantenham em setores ligados à transição energética, tecnologia da informação, petróleo, mineração e manufaturas avançadas.

O crescimento dos investimentos chineses no Brasil ressalta a importância do país na estratégia global da China para acesso a recursos e mercados, assim como sua posição estratégica na atração de capitais estrangeiros em setores chave para o desenvolvimento econômico e tecnológico.

Palavras-chave relacionadas:
investimentos chineses, Brasil, energia renovável, mineração, mobilidade elétrica, CEBC, China, transição energética, setor automotivo, petróleo, mercado consumidor brasileiro, câmbio real/dólar, relações comerciais Brasil-China.

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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