Dólar avança a r$ 4,96 com alta do petróleo e dados econômic

Imagem: s2-g1.glbimg.com

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (4) em alta, sendo negociado a R$ 4,9622, influenciado pela alta do petróleo e pelo cenário econômico doméstico no Brasil. O Ibovespa iniciou as negociações às 10h, com os mercados atentos às tensões no Oriente Médio e às decisões políticas locais.

O aumento no preço do petróleo ocorre diante de conflitos no Estreito de Ormuz, após relatos de ataque a uma embarcação americana e alertas do Irã contra a presença dos EUA na região. Esses fatores elevaram a cotação do petróleo, que ultrapassou os US$ 110, intensificando a pressão sobre a inflação global e brasileira, especialmente nos preços dos combustíveis.

No Brasil, a agenda econômica ganhou atenção com o retorno dos investidores após o feriado. O Boletim Focus indicou elevação na projeção da inflação para 2026, passando de 4,86% para 4,89%, a oitava alta seguida nas previsões. Às 10h, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória do Novo Desenrola Brasil, adicionando sigilo político ao cenário financeiro.

Apesar da alta na abertura, o dólar apresenta queda acumulada no ano de 9,78%. Já o Ibovespa registra alta de 16,28% no mesmo período, com variações negativas na semana e no mês mais recentes.

A escalada entre Estados Unidos e Irã não apresenta sinais de resolução, com a guerra no Oriente Médio entrando na nona semana sem avanços nas negociações. Restrições americanas aos portos iranianos permanecem vigentes, enquanto o governo dos EUA debate opções que vão da intensificação da pressão à possível redução da presença militar na região. O Irã, por sua vez, indica possibilidade de reação a novos ataques e reorganiza sua capacidade militar durante o cessar-fogo.

Os preços do petróleo chegaram a alcançar US$ 125 na quinta-feira passada, mas terminaram o dia em queda, com o Brent recuando 3,41%, para US$ 114,01, e o WTI caindo 1,23%, para US$ 105,57. A volatilidade reflete o impasse geopolítico e a incerteza quanto à reabertura do Estreito de Ormuz e à continuidade das negociações.

No cenário internacional, os índices das bolsas americanas apresentaram alta: Dow Jones subiu 1,62%, S&P 500 avançou 1,02% e Nasdaq Composite teve alta de 0,89%. Na Europa, o resultado foi majoritariamente positivo, com o STOXX 600 subindo 0,35% e o FTSE 100 crescendo 1,03%. O DAX teve elevação de 0,28%, enquanto o CAC 40 caiu 0,59%. Na Ásia, as bolsas operaram de forma distinta, com queda em Hong Kong, Tóquio e Seul, e leve alta em Xangai.

O comportamento do dólar e do mercado acionário brasileiro reflete as influências externas e internas, entre a tensão geopolítica e as expectativas na economia local. O acompanhamento diário dos indicadores e da situação internacional continuará sendo fundamental para entender os próximos movimentos do mercado financeiro.

Palavras-chave relacionadas: dólar, bolsa brasileira, Ibovespa, petróleo, inflação, Oriente Médio, Estreito de Ormuz, Estados Unidos, Irã, mercado financeiro, Bolsonaro, inflação 2026, Novo Desenrola Brasil, mercado internacional.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Sair da versão mobile