O governo dos Estados Unidos estima que as

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O governo dos Estados Unidos estima que as restrições impostas no Golfo de Omã já causaram uma perda de US$ 4,8 bilhões em receitas de petróleo ao Irã desde 13 de abril de 2026, em meio a uma estratégia de pressão econômica para negociar o fim do conflito entre os países. A informação foi divulgada pelo site Axios e confirmada pelo Departamento de Defesa norte-americano.

A operação ocorre em uma área próxima ao Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica que conecta o Golfo de Omã ao Mar Arábico e ao Oceano Índico, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio foi implementado após o Irã restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, limitado o acesso principalmente a navios ligados a Teerã.

Embora a passagem nunca tenha sido totalmente interrompida, embarcações iranianas continuaram trafegando, enquanto outras enfrentaram restrições. A Marinha dos EUA atua para bloquear ou dificultar o trânsito de petroleiros relacionados ao Irã, principal fonte de receita do país, já que o setor de petróleo representa entre 10% a 15% do Produto Interno Bruto iraniano.

A estratégia de pressão econômica adotada por Washington segue o mesmo padrão utilizado anteriormente em outras crises, como no caso da Venezuela neste ano. O objetivo é enfraquecer a capacidade militar e econômica do Irã para forçar o país a aceitar condições de paz.

A instabilidade no Estreito de Ormuz contribuiu para a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional, que já acumula alta superior a 50% desde o início das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Na tarde desta sexta-feira (1º), o barril do tipo Brent era cotado a US$ 109,12.

As negociações de paz permanecem sem um acordo definitivo, enquanto os Estados Unidos mantêm a operação no Golfo de Omã e reforçam a vigilância naval na região. O Departamento de Defesa destaca o impacto econômico do bloqueio como parte da estratégia dos EUA para pressionar o governo iraniano.

A situação no Estreito de Ormuz segue como um ponto crítico para o comércio global de petróleo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio, com consequências diretas nos mercados internacionais e na dinâmica diplomática entre os países envolvidos.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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