A SpaceX investiu mais de US$ 15 bilhões no desenvolvimento do foguete reutilizável Starship, segundo documento da empresa analisado pela Reuters. O montante reflete quase dez anos de trabalho na criação de um sistema de lançamento capaz de realizar múltiplos voos, com objetivo de ampliar a capacidade de carga e reduzir custos.
Esse investimento supera em larga escala os cerca de US$ 400 milhões aplicados no Falcon 9, foguete atualmente predominante na frota da companhia. O projeto da Starship é estratégico para o crescimento dos negócios da empresa fundada por Elon Musk, que se prepara para avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão.
O Starship foi desenvolvido para ampliar as operações da rede de satélites Starlink, transportar humanos até a Lua e Marte, e futuramente colocar em órbita estruturas dedicadas à computação para inteligência artificial. O sistema pode transportar até 60 satélites por missão, o que dobra a capacidade do Falcon 9, que leva cerca de 24 satélites.
Em 2025, a SpaceX destinou US$ 3 bilhões para pesquisa e desenvolvimento no segmento espacial, valor totalmente direcionado ao programa Starship, mostrando aumento em relação aos US$ 1,8 bilhão do ano anterior. Desde 2023, a empresa realizou 11 voos de teste, que apresentaram avanços e falhas que levaram a ajustes no projeto.
Um dos progressos foi a captura do propulsor Super Heavy com braços mecânicos durante o retorno à Terra, etapa importante para viabilizar a reutilização rápida e em larga escala. Apesar disso, a empresa reconhece desafios técnicos, especialmente na infraestrutura terrestre para abastecimento e proteção do foguete, além do reabastecimento em órbita, uma operação ainda não testada.
O reabastecimento em órbita é considerado essencial para missões de longa duração, como viagens à Lua e Marte, mas requer tecnologia para manter o combustível em temperaturas extremamente baixas durante a transferência entre veículos espaciais. Essa etapa é apontada por especialistas como o principal desafio restante.
A base Starbase, localizada no Texas, foi criada para produção em escala maior, com ritmo comparável à indústria aeronáutica. A Starship, maior e mais complexa que foguetes anteriores, passou por centenas de modificações após os testes. A empresa se prepara para realizar um novo voo teste com o protótipo Starship V3, considerado um projeto praticamente novo, voltado para voos orbitais, testes prolongados e missões tripuladas à Lua.
Esse novo voo será uma etapa importante no programa Artemis, da NASA, que já investiu pelo menos US$ 3 bilhões na SpaceX. O desempenho da Starship é visto como decisivo para a expansão da Starlink e para a viabilização dos planos espaciais da empresa.
A empresa afirma que continuará investindo para ampliar a liderança no setor espacial, com objetivo de alcançar reutilização total e frequente. O sucesso do Starship poderá reduzir custos e aumentar o número de lançamentos, fatores chave para o avanço de operações comerciais e científicas no espaço.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

