Elon Musk e a OpenAI, criadora do ChatGPT, enfrentam-se no segundo dia de julgamento nesta terça-feira (28), no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, em uma disputa judicial sobre a transformação da organização e sua missão original. O processo, iniciado por Musk em 2024, alega que a OpenAI teria violado seu compromisso de atuar como uma entidade sem fins lucrativos.
O julgamento tem como foco principal a acusação de que a OpenAI mudou sua estrutura para se tornar uma empresa com fins lucrativos, o que, segundo Musk, contraria os princípios definidos em sua criação. A disputa também envolve a Microsoft, principal investidora da empresa, que pode ser afetada pelas decisões judiciais.
Na manhã desta terça-feira, Musk e Sam Altman, CEO da OpenAI, compareceram para apresentar suas declarações iniciais. Musk exigiu indenizações de US$ 150 bilhões, valor que pretende destinar ao braço beneficente da organização, além de pedir que a OpenAI volte a operar como uma entidade sem fins lucrativos. Ele também solicitou o afastamento de Altman e Greg Brockman de seus cargos executivos, bem como a remoção de Altman do conselho da empresa.
Elon Musk afirmou ter investido cerca de US$ 38 milhões na OpenAI em seus estágios iniciais, antes da empresa adotar o modelo lucrativo em março de 2019, pouco mais de um ano após sua saída do conselho. Ele atribui aos atuais executivos a violação do dever fiduciário e o enriquecimento ilícito.
Por outro lado, a OpenAI declara que Musk tinha conhecimento e aprovou as mudanças na estrutura da empresa. Segundo a organização, o processo foi movido apenas após Musk não conseguir reassumir o cargo de CEO e, posteriormente, fundar sua própria empresa de inteligência artificial.
A juíza distrital Yvonne Gonzalez Rogers informou que espera que os jurados iniciem as deliberações sobre a responsabilidade até o dia 12 de maio. O júri é composto por cidadãos comuns, incluindo enfermeiros, funcionários municipais e aposentados. Caso considerem os réus responsáveis, as partes apresentarão argumentos para definir as penalidades.
Testemunhas esperadas para depor incluem Musk, Sam Altman, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e Shivon Zilis, ex-membro do conselho da OpenAI e mãe de quatro filhos de Musk, que pode fornecer informações relevantes ao caso.
Documentos internos apresentados no processo revelam os detalhes do desenvolvimento da OpenAI, que começou como um laboratório de pesquisa no apartamento de Greg Brockman e hoje possui avaliação estimada em mais de US$ 850 bilhões. Altman apresentou a ideia a Musk em 2015, classificando-a como o “Projeto Manhattan da IA”, o que motivou o apoio inicial do bilionário para atrair cientistas renomados.
No entanto, tensões começaram em 2017, quando Musk questionou o rumo do projeto e tentou retomar o controle da empresa como CEO. Anotações indicam que Brockman desejava afastar Musk do controle. Musk deixou o conselho em 2018, prevendo o fracasso da OpenAI diante da concorrência do Google.
A reorganização da empresa para permitir investimentos externos ocorreu em 2019. O lançamento do ChatGPT no final de 2022 marcou o crescimento exponencial da OpenAI no mercado global de inteligência artificial.
O desfecho do julgamento ocorre em momento decisivo, pois a OpenAI se prepara para uma possível abertura de capital que pode elevar seu valor de mercado para cerca de US$ 1 trilhão. A decisão judicial poderá impactar não apenas o destino da empresa, mas também o futuro da indústria de inteligência artificial.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

