A cantora Taylor Swift registrou sua voz e imagem no escritório de patentes dos Estados Unidos para preservar sua identidade diante do avanço da inteligência artificial. A ação, realizada na sexta-feira (24), visa impedir o uso indevido de sua voz e imagem em conteúdos digitais.
A empresa que representa Swift solicitou três registros de marcas. Duas delas protegem a sonoridade de suas saudações “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”. A terceira trata da imagem específica da cantora em uma fotografia segurando uma guitarra rosa, usando um body multicolorido e botas prateadas, em um palco rosa com luzes roxas ao fundo.
Com esses registros, a equipe de Swift busca evitar a criação de conteúdos enganosos que possam confundir o público ou explorar comercialmente sua identidade sem autorização. Essa medida reflete uma preocupação crescente com a manipulação digital por meio de inteligência artificial.
A estratégia adotada pela cantora segue um exemplo recente do ator Matthew McConaughey, que em 2025 teve oito marcas registradas aprovadas nos EUA para proteger sua voz, bordões e imagens icônicas. Entre os registros de McConaughey está o som do seu famoso bordão “Alright, alright, alright!”, usado originalmente no filme “Jovens, Loucos e Rebeldes” (1993).
Embora o sistema de marcas tenha sido criado para proteger produtos e serviços, o uso recente para proteger aspectos pessoais de figuras públicas tem como objetivo ampliar a defesa contra a apropriação digital. Essa abordagem jurídica busca oferecer recursos legais para que artistas mantenham o controle sobre sua identidade em um ambiente digital cada vez mais manipulado por IA.
Especialistas apontam que a proteção de elementos sonoros e visuais pode dificultar o uso indevido por meio de deepfakes e outras tecnologias de síntese. A iniciativa de Swift representa uma resposta à expansão dessas tecnologias, que permitem reproduzir vozes e imagens de forma realista e sem consentimento.
A medida também destaca um movimento crescente no setor artístico para regulamentar e proteger conteúdos pessoais frente aos desafios impostos pela inteligência artificial. Artistas e profissionais da indústria buscam formas de garantir direitos e prevenir danos à sua imagem e reputação.
A iniciativa de Taylor Swift pode servir de modelo para outras personalidades que desejam assegurar sua identidade em um contexto de rápida evolução tecnológica. O registro de marcas relacionadas à voz e imagem abre precedentes para novas estratégias de proteção digital.
Esses registros ainda não impedem totalmente o uso indevido, mas fortalecem a base jurídica para ações contra quem utilizar indevidamente a imagem ou voz da cantora para fins comerciais ou enganadores.
A proteção legal da personalidade em ambientes digitais é um tema que deve ganhar ainda mais atenção nos próximos anos, à medida que a inteligência artificial avança e se torna mais acessível para criação de conteúdo.
Em resumo, o registro feito por Taylor Swift no escritório de patentes americano representa uma tentativa de antecipar e mitigar riscos de apropriação digital, buscando preservar o controle sobre sua voz e imagem diante das novas possibilidades tecnológicas.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

