Sam Altman, CEO da OpenAI, pediu desculpas à cidade canadens

Sam Altman, CEO da OpenAI, pediu desculpas à cidade canadense de Tumbler Ridge por não ter informado a polícia sobre conteúdos preocupantes ligados a uma ex-usuária do ChatGPT antes dela cometer um ataque que resultou na morte de oito pessoas em fevereiro. A manifestação foi feita em carta divulgada nesta sexta-feira (24), após crítica do governo local.

A suspeita, uma jovem de 18 anos, matou a mãe e o meio-irmão em casa no dia 10 de fevereiro, antes de atacar uma escola secundária da cidade, onde matou cinco crianças, um professor e, em seguida, tirou a própria vida. A atiradora havia sido banida do ChatGPT oito meses antes do ataque, em junho do ano anterior.

A OpenAI afirmou no período que identificou a conta da suspeita por seus sistemas automatizados de detecção de abuso e decidiu pelo banimento sem comunicar as autoridades porque a atividade não foi considerada grave o suficiente para justificar um alerta policial. Altman, entretanto, afirmou estar “profundamente arrependido” por não ter alertado a polícia e justificou o pedido tardio como uma forma de respeitar o luto da comunidade.

O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, classificou o pedido de desculpas como “necessário, e ainda assim grosseiramente insuficiente”. Autoridades locais têm pressionado a OpenAI pela revisão dos protocolos de segurança após o episódio.

Segundo a OpenAI, o ChatGPT utiliza sistemas automatizados para monitorar conteúdos em tempo real, reprimindo exploração sexual, promoção de suicídio, automutilação e incitação à violência. Em casos de ameaças consideradas críveis, dados das contas são repassados à polícia, após análise humana.

Após o ataque, representantes da OpenAI foram convocados por autoridades canadenses, que afirmaram que ações regulatórias poderão ser adotadas caso melhorias não sejam implementadas nos sistemas de segurança. A empresa informou que está reforçando seus mecanismos de proteção e criou um canal direto de comunicação com as forças policiais.

Altman afirmou que a OpenAI pretende colaborar com os governos em todos os níveis para evitar a repetição de tragédias semelhantes e prometeu continuar aprimorando as medidas preventivas.

Familiares de uma das vítimas feridas no tiroteio entraram com uma ação judicial contra a OpenAI, acusando a empresa de negligência. Eles alegam que a companhia tinha conhecimento do planejamento do ataque e não tomou providências para impedir o crime.

O episódio levanta questões sobre a responsabilidade de empresas de tecnologia no monitoramento e no encaminhamento de potenciais ameaças identificadas por seus sistemas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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