O musical “Gal – O musical”, em cartaz no 033

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O musical “Gal – O musical”, em cartaz no 033 Rooftop, em São Paulo, até 10 de maio, retrata a vida e a carreira da cantora Gal Costa (1945-2022) por meio de uma dramaturgia que destaca os contrastes entre os palcos e os bastidores. A produção, dirigida por Marilia Toledo e Kleber Montanheiro e com dramaturgia de Marilia Toledo e Emílio Boechat, utiliza elementos ritualísticos para explorar a dualidade entre o masculino e o feminino na trajetória pessoal e artística da artista.

No espetáculo, a atriz Walerie Gondim interpreta Gal Costa em diferentes fases da vida da cantora, desde sua infância em Salvador (BA) até seu destaque no cenário musical do Rio de Janeiro a partir de 1965. A montagem aborda os aspectos públicos da carreira, marcados pela participação no movimento tropicalista, e as dificuldades pessoais, incluindo relações familiares e afetivas, evidenciando as sombras da vida privada da artista.

Personagens importantes na vida de Gal, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Gilberto, Guilherme Araújo, Waly Salomão e Maria Bethânia, aparecem em cena para contextualizar sua trajetória. A relação entre Gal e Bethânia é apresentada de forma respeitosa, sem os estereótipos caricaturais comuns em outras produções. O musical evita o tom de karaokê, usando as músicas para reforçar o enredo, com ênfase na resistência contra o regime militar brasileiro, sobretudo a partir de 1974.

A narrativa é dividida em dois atos. O primeiro foca na ascensão da cantora com destaque para o show “Fa-tal – Gal a todo vapor” (1971). O segundo ato aborda temas mais pessoais, como a busca espiritual representada pela figura da ialorixá Mãe Menininha, e a formação do grupo Doces Bárbaros em 1976. A vida amorosa de Gal é abordada com ênfase no relacionamento com a atriz Lúcia Veríssimo, apresentado em dueto musical. Já a relação com Wilma Petrillo é omitida.

O espetáculo retrata a fase de depressão da cantora em Nova York e sua relação conturbada com a mãe. Canções como “Vapor barato” e “Recanto escuro” são usadas para expressar esse período difícil. Apesar disso, o musical termina em 2007, com a adoção do filho Gabriel, deixando fora os últimos anos de produção artística da cantora, especialmente o lançamento do álbum “Recanto” em 2011.

“Gal – O musical” busca fugir do formato biográfico tradicional ao usar símbolos e rituais para representar conflitos internos e externos. Embora o espetáculo omita algumas partes da vida da cantora, ele mantém relevância para os admiradores de Gal Costa ao oferecer uma visão multifacetada de sua trajetória.

O musical está em cartaz às sextas, sábados e domingos no 033 Rooftop, localizado no Complexo JK Iguatemi, São Paulo. A duração da peça é de aproximadamente 150 minutos.

Palavras-chave: Gal Costa, musical, teatro, São Paulo, 033 Rooftop, Marilia Toledo, Kleber Montanheiro, Walerie Gondim, tropicalismo, Doces Bárbaros, regime militar, Caetano Veloso, Maria Bethânia, música brasileira

Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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