O magnata do K-pop Bang Si-hyuk, criador do grupo BTS e fundador da empresa Hybe, pode ser preso sob suspeita de fraude relacionada à abertura de capital da empresa em 2020 na Bolsa de Valores da Coreia do Sul. A polícia sul-coreana solicitou ao Ministério Público que peça ao tribunal um mandado de prisão, acusando Bang de induzir investidores ao erro em 2019 ao esconder os planos de lançamento da empresa no mercado acionário.
Segundo as investigações, Bang afirmou que a abertura de capital da Hybe não era provável, enquanto secretamente preparava a operação que resultou em um lucro estimado pela polícia de 200 bilhões de won (cerca de R$ 680 milhões). A Hybe estreou na bolsa sul-coreana Kospi em outubro de 2020, evento que impulsionou o valor de mercado da companhia para aproximadamente US$ 7,3 bilhões. Bang nega as acusações.
O caso está em andamento há anos e inclui buscas na sede da Hybe, congelamento de parte dos bens de Bang e pressões para que ele deixe o cargo de presidente do conselho. Atualmente com 53 anos, Bang afirmou que todas as suas ações estão dentro da lei. Em agosto, ele teve proibida sua saída do país enquanto a investigação permanece aberta.
O pedido de prisão ocorre semanas após o BTS iniciar uma turnê mundial de retorno, a primeira desde um hiato de quase quatro anos. A turnê, cujos ingressos esgotaram rapidamente, deve levar o grupo a 34 cidades e gerar uma receita superior a US$ 1 bilhão, segundo analistas do setor. Na esteira do anúncio da turnê, as ações da Hybe atingiram o maior valor em quatro anos, adicionando mais de 1 trilhão de won (cerca de R$ 3,6 bilhões) ao valor de mercado da empresa.
Bang Si-hyuk é uma figura central na indústria do K-pop. Ele cofundou a JYP Entertainment em 1997, uma das principais empresas do gênero musical, antes de fundar a Big Hit Entertainment, atual Hybe, em 2005. O BTS começou a ser formado em 2010 e se consolidou como um dos grupos pop mais influentes globalmente, com recordes nas paradas musicais da Billboard e plataformas de streaming.
A acusação formal se refere a supostos acordos de divisão de lucros firmados entre Bang e fundos de private equity antes da abertura de capital. A polícia afirma que investidores e fundos de capital de risco foram enganados e levaram a vender suas ações para esses fundos, enquanto Bang teria mantido uma participação de 30% nos lucros obtidos de forma supostamente ilícita. O valor dessas participações seria próximo ao montante indicado pela polícia.
Desde o início das investigações, Bang negou irregularidades. Seus advogados, no entanto, manifestaram “lamentar” o pedido de prisão, afirmando que continuarão a colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.
O mercado financeiro da Coreia do Sul passou a intensificar a fiscalização contra manipulação e fraudes em negociações de ações. Recentemente, novas medidas endureceram as punições, que agora podem incluir multa em valor até o dobro dos lucros ilegais, além da suspensão imediata de contas envolvidas em atividades suspeitas. Uma força-tarefa criada em agosto reúne órgãos reguladores e a própria Bolsa de Valores sul-coreana para este propósito.
Casos similares de investigação e indiciamento envolveram outras figuras proeminentes da indústria e do mercado financeiro sul-coreano, como o presidente da Samsung, Lee Jae-yong, e o fundador da Kakao, Kim Beom-su, embora tenham sido absolvidos. O atual presidente do país, Lee Jae-myung, defende penas mais rigorosas para crimes ligados à manipulação do mercado.
A legislação sul-coreana prevê pena que varia de cinco anos a prisão perpétua para quem obtiver ganhos ilícitos superiores a 5 bilhões de won, valor abaixo dos 200 bilhões implicados no processo contra Bang. A decisão sobre o pedido de prisão será tomada pelo tribunal responsável nos próximos dias.
Palavras-chave para SEO: Bang Si-hyuk, BTS, Hybe, K-pop, fraude financeira, bolsa de valores Coreia do Sul, abertura de capital, manipulação de ações, investigação policial, turno mundial BTS, mercado financeiro sul-coreano, fraude em IPO, legislação sul-coreana, mandado de prisão, indústria do K-pop.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

