Os Estados Unidos renovaram nesta sexta-feira (17) a

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Os Estados Unidos renovaram nesta sexta-feira (17) a autorização que permite a compra de petróleo e derivados russos por países terceiros, apesar das sanções contra Moscou, com o objetivo de conter a alta dos preços globais de energia. A decisão, publicada pelo Departamento do Tesouro, vale para cargas embarcadas até 16 de maio.

Essa renovação substitui uma autorização anterior de 30 dias, que havia expirado em 11 de abril, e exclui transações envolvendo Irã, Cuba e Coreia do Norte. A medida busca aliviar pressões no mercado internacional de petróleo, afetado pela tensão no Oriente Médio e pelo conflito na Ucrânia.

A flexibilização dos controles americanos pode dificultar os esforços do Ocidente para reduzir as receitas da Rússia no conflito ucraniano. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que este não é o momento para aliviar as sanções contra Moscou.

Na quarta-feira (15), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, havia declarado que a administração americana não pretendia renovar essa autorização nem uma similar relacionada ao petróleo iraniano, cujo prazo vence no domingo (19). Entretanto, a decisão de renovação foi tomada poucos dias depois.

Parlamentares americanos de ambos os partidos criticaram as medidas, dizendo que elas beneficiam economias adversárias, como a russa, envolvida na guerra na Ucrânia, e a iraniana, com conflitos em relação aos Estados Unidos.

Especialistas em sanções esperam que medidas desse tipo possam continuar a ser adotadas devido às dificuldades nos mercados globais de energia. Brett Erickson, da consultoria Obsidian Risk Advisors, afirmou que o conflito tem causado impactos duradouros e que as opções para estabilização são limitadas.

O representante do Kremlin, Kirill Dmitriev, comentou que a primeira autorização ajudou a liberar cerca de 100 milhões de barris de petróleo russo, o equivalente a quase um dia da produção mundial de petróleo.

Apesar da renovação, o cenário internacional segue marcado por tensões e divergências entre Estados Unidos, seus aliados e a Rússia, além do impacto do conflito no equilíbrio dos preços da energia.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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