O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a projeção de crescimento da economia brasileira para 2026, prevendo expansão de 1,9%, enquanto reduziu a expectativa de crescimento global para 3,1%, em meio à guerra no Oriente Médio e os impactos nos preços de energia. A revisão, divulgada em abril no relatório Panorama Econômico Mundial (WEO), relaciona o desempenho positivo do Brasil ao seu papel como exportador líquido de petróleo e derivados, que tende a se beneficiar do aumento dos preços internacionais.

No documento, o FMI destaca que a guerra no Irã intensificou os riscos para a economia global, especialmente devido a choques nos preços da energia. Embora o conflito afete negativamente diversas economias, o Brasil se distingue por vender mais petróleo ao exterior do que importa, o que melhora seus termos de troca quando os preços sobem.

O aumento nos preços do petróleo e demais fontes de energia eleva custos de transporte, produção e alimentos globalmente, penalizando países dependentes de importações. Isso provoca inflação alta, volatilidade cambial e queda de renda nesses locais. Já o Brasil, com vendas líquidas de combustível ao exterior, tende a receber mais receitas, o que favorece o crescimento econômico no curto prazo.

O FMI estima que o impacto da guerra terá um efeito líquido positivo de cerca de 0,2 ponto percentual para o crescimento brasileiro em 2026. No entanto, ressalta que esse impacto é modesto e temporário. À medida que o conflito reduz a demanda mundial e eleva o custo de insumos como fertilizantes, a economia brasileira enfrentará desafios relacionados ao aumento de custos e menor dinamismo nos investimentos.

Além disso, o relatório aponta que o aperto das condições financeiras globais, com taxas de juros mais altas, pode limitar o consumo e o investimento no Brasil. Por isso, a projeção para 2027 indica crescimento menor do que o esperado anteriormente.

Para o FMI, o cenário global pós-guerra é mais incerto e frágil. Se o conflito se prolongar e os preços do petróleo ficarem acima de US$ 100 por barril, o crescimento mundial pode recuar para cerca de 2,5% ou até 2% em situações extremas, o que aproxima a economia global de uma recessão. Esse ambiente é marcado ainda por maior inflação, deterioração das condições financeiras e aversão ao risco, afetando principalmente economias emergentes.

A diferença entre o impacto da guerra sobre os países decorre do perfil exportador ou importador, grau de exposição a choques externos e capacidade de resposta econômica via políticas fiscais e monetárias. No caso do Brasil, o Fundo destaca que reservas internacionais robustas e menor dependência de dívida externa em moeda estrangeira ajudam a conter os efeitos adversos no curto prazo.

Apesar da resiliência relativa, o FMI alerta que os riscos permanecem e que o benefício inicial para o Brasil pode ser revertido com o avanço da desaceleração global e o aumento dos custos internos. Assim, o crescimento brasileiro pode ser impactado negativamente a médio prazo, refletindo um cenário internacional desafiador e instável.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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