O dólar abre nesta quarta-feira (15) com investidores atentos aos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, diante da possibilidade de novas negociações de um acordo de paz.
Por volta das 9h03, a moeda americana subia 0,02%, a R$ 4,9944. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
▶️ Altos funcionários dos Emirados Árabes Unidos e do Irã realizaram uma teleconferência nesta quarta-feira para discutir a redução das tensões do conflito, informou a mídia estatal árabe. Foi o primeiro contato de alto nível desde a deterioração das relações causada pela guerra entre EUA e Irã.
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▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não pretende estender o cessar-fogo com o Irã, mas que a guerra está “perto do fim”. Ele também disse à ABC News que o conflito “pode terminar de diversas formas, mas um acordo é preferível, porque assim o país pode se reconstruir”.
▶️ Enquanto isso, o bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz continua. Dados de monitoramento mostram vários navios dando meia-volta, mas, segundo agências iranianas, petroleiros do país conseguiram atravessar o estreito. O Irã ameaçou interromper o fluxo comercial no Mar Vermelho caso o bloqueio dos EUA a embarcações iranianas persista.
▶️No Brasil, novas pesquisas eleitorais para a presidência mostram que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados em um eventual 2º turno. O levantamento também indica alto endividamento: 72% dos brasileiros dizem ter dívidas.
▶️ Na agenda econômica, dados de vendas no varejo no Brasil, divulgados pelo IBGE, e o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, banco central americao) nos EUA são destaques.
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💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,36%;
Acumulado do mês: -3,58%;
Acumulado do ano: -9,02%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,73%;
Acumulado do mês: +6,03%;
Acumulado do ano: +23,37%.
Novas negociações do Oriente Médio
Representantes de Líbano e Israel se reúnem nesta terça, em Washington, para iniciar negociações sobre um possível cessar-fogo, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
O encontro ocorre com mediação do governo americano e faz parte das discussões mais amplas que envolvem também Irã e EUA.
Apesar da iniciativa diplomática, ainda há impasses importantes. Israel afirma que não negociará com o Hezbollah, enquanto o grupo libanês rejeita as conversas e diz que não respeitará qualquer acordo firmado. O governo libanês, por outro lado, demonstra abertura ao diálogo.
Os confrontos, no entanto, continuam intensos. Ataques recentes de Israel no Líbano deixaram milhares de mortos, enquanto foguetes lançados pelo Hezbollah também atingem o território israelense. O controle de áreas estratégicas segue sendo disputado.
🔎 A inclusão do Líbano em um eventual acordo de cessar-fogo é um dos principais pontos de divergência. Enquanto EUA e Israel consideram que o país não faz parte da trégua, Irã e outros mediadores defendem que os ataques ao território libanês deveriam ser interrompidos.
Segundo a agência de notícias Reuters, EUA e Irã podem retomar as negociações para finalizar a guerra entre os dois países nos próximos dias, possivelmente ainda nesta semana.
No final de semana passado, a primeira rodada de negociações entre EUA e Irã por um fim definitivo da guerra terminou sem acordo.
Agenda econômica
Brasil
O setor de serviços no Brasil voltou a crescer em fevereiro pelo segundo mês seguido e atingiu o maior nível da série histórica, mostrando que a economia ainda tem força, apesar de sinais de desaceleração.
Na comparação com janeiro, o crescimento foi de apenas 0,1%, abaixo do esperado pelo mercado. Já em relação a fevereiro do ano passado, houve alta de 0,5%, também menor que as projeções.
Os dados do IBGE indicam que o avanço foi puxado principalmente pelos serviços de tecnologia da informação e transportes, além de um aumento nos serviços prestados às famílias. Em contrapartida, áreas como serviços profissionais e administrativos e turismo tiveram queda no período.
Apesar do resultado positivo, economistas avaliam que o setor pode perder ritmo nos próximos meses, por causa da inflação, dos juros ainda altos e do impacto do aumento dos combustíveis, influenciado pelas tensões no Oriente Médio.
Estados Unidos
Os preços no atacado dos EUA subiram em março, mas menos do que o mercado esperava. Isso aconteceu porque os custos de serviços ficaram estáveis, ajudando a segurar a alta.
Ainda assim, a inflação segue pressionada principalmente pela energia. A guerra com o Irã elevou o preço do petróleo, o que tende a encarecer produtos e pode gerar novos aumentos nos próximos meses.
No mês, os preços ao produtor subiram 0,5%, abaixo da expectativa. Em 12 meses, a alta acumulada chegou a 4%.
Especialistas avaliam que esse foi apenas o primeiro impacto do conflito. Como o petróleo já subiu mais de 35% desde o início da guerra e passou de US$ 100 por barril, a tendência é de mais pressão sobre os preços à frente.
Mercados globais
Em Wall Street, o pregão desta terça-feira foi positivo, com investidores de olho na possibilidade de novas negociações entre EUA e Irã. O índice Dow Jones subiu 0,66%, o S&P 500 avançou 1,17% e Nasdaq teve ganho de 1,96%.
Na Europa, as bolsas fecharam em alta, com investidores mais otimistas diante de sinais de retomada das negociações de paz no Oriente Médio.
O principal índice europeu subiu 1%, atingindo o maior nível em mais de um mês. Entre os destaques, o índice DAX, da Alemanha, avançou 1,27%, aos 24.044 pontos; o CAC 40, da França, subiu 1,12%, aos 8.327 pontos; e o FTSE 100, de Londres, teve alta de 0,25%, aos 10.609 pontos.
Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta nesta terça-feira, impulsionadas pelo otimismo dos investidores com a possível retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.
O índice de Xangai subiu 0,95%, aos 4.026 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,19%, aos 4.701 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,82%, aos 25.872 pontos.
Outros mercados asiáticos também acompanharam o movimento positivo, como o Nikkei, do Japão, que subiu 2,43%, aos 57.877 pontos, e o Kospi, da Coreia do Sul, que avançou 2,74%, aos 5.967 pontos.
Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reuters
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

