A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que o presidente Lula (PT) não reverteu a piora na avaliação do seu governo, marcada pela alta nos preços dos alimentos e pelo aumento do endividamento das famílias. O levantamento aponta ainda empate técnico na disputa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), com 40% e 42% das intenções de voto, respectivamente.
Segundo a pesquisa, 52% desaprovam o governo Lula, enquanto 43% aprovam, e 5% não souberam ou não responderam. A desaprovação tem crescido desde o começo do ano, principalmente devido ao aumento dos preços dos alimentos, que passou de 59% para 72% das pessoas que perceberam alta nos mercados no último mês. Para o diretor da consultoria Quaest, Felipe Nunes, a inflação alimentar está no centro da percepção negativa da população.
Além dos preços, o endividamento das famílias avançou nos últimos meses. De março do ano passado até agora, o percentual de entrevistados com dívidas aumentou de 65% para 72%. A pesquisa segmenta esses números em 29% com muitas dívidas, 43% com poucas dívidas e 28% sem dívidas. A proporção dos que afirmam não ter dívidas caiu em relação a maio de 2025, quando era de 34%.
A percepção geral sobre a economia é negativa. Metade dos entrevistados (50%) considera que a economia piorou nos últimos 12 meses e apenas 21% acreditam que houve melhora. O índice de inflação oficial (IPCA) subiu 0,88% em março, enquanto o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano, marcando a primeira queda desde maio de 2024.
No mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, influenciada pelo fim das vagas temporárias. Apesar do aumento, esse percentual é o menor para o período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.
As medidas do governo para aliviar o impacto econômico ainda têm efeito limitado na população. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, por exemplo, beneficiou apenas 31% dos entrevistados, enquanto 66% afirmam não ter sentido mudanças na renda. O programa Desenrola Brasil, que renegocia dívidas, foi aprovado por 46% dos entrevistados, mas 45% disseram não conhecer a iniciativa.
Na disputa presidencial, a vantagem do presidente Lula diminuiu. Na simulação de segundo turno, Lula tem 40% das intenções de voto contra 42% de Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro da pesquisa. Felipe Nunes destaca que essa situação reflete o equilíbrio no receio do eleitorado em relação aos dois candidatos. Entre a população, 43% têm mais medo da possível volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem a continuidade do governo Lula.
A pesquisa também aponta uma mudança na percepção sobre Flávio Bolsonaro, que passou a ser visto como menos radical em comparação às posições tradicionais da sua família, com a vantagem dessa opinião caindo de 10 para 6 pontos percentuais em um mês.
Quanto aos outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, a Quaest indica que o desconhecimento do eleitorado persiste, embora ambos tenham reduzido suas rejeições e ampliado seus potenciais de voto recentemente.
O levantamento foi feito entre os dias 9 e 13 de abril com 2.004 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09285/2026.
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Fonte: g1.globo.com
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