Uma análise técnica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apontou falhas sistêmicas entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2026 que causaram prejuízo de R$ 233,2 milhões e atrasaram a análise de 1,7 milhão de processos nas Centrais de Análise de Benefícios (Ceabs). As falhas, ligadas aos sistemas da Dataprev, comprometeram a operação do órgão responsável pela redução das filas do INSS.
O relatório, divulgado em 17 de março, aponta que as indisponibilidades e instabilidades nos sistemas impediram o trabalho de servidores, gerando custos elevados. Estima-se que cerca de 15,72% da capacidade produtiva do INSS foi perdida no período analisado devido às falhas tecnológicas. Ao final de fevereiro de 2026, 3,1 milhões de pedidos aguardavam análise, número influenciado pela paralisação dos sistemas.
Os meses com maior impacto foram fevereiro de 2026, com 39,8% da produção afetada; julho de 2025, com 38,9%; e novembro de 2025, com 28,6%. Nessas épocas, o funcionamento do INSS reduziu significativamente, aumentando o tempo de espera por benefícios previdenciários e assistenciais.
Segundo fontes do órgão, as falhas foram um dos motivos para a substituição do presidente Gilberto Waller, que deixou o cargo em 13 de abril, sendo substituído pela servidora de carreira Ana Cristina Silveira. A nota técnica sugere que o INSS encaminhe os autos à Procuradoria Federal Especializada para avaliar a possibilidade de responsabilizar a Dataprev financeiramente pelos prejuízos causados.
A Dataprev, em nota oficial, afirmou não ter tido acesso à análise interna do INSS e desconhecer os critérios usados para estimar os prejuízos financeiros. A empresa ressaltou que opera contratos com níveis de serviço que preveem metas de disponibilidade dos sistemas de 98% e informou que, entre 2024 e 2025, manteve uma disponibilidade superior a 96%. Em 2026, até março, não foram registradas quebras desses indicadores.
A estatal também destacou que os incidentes relatados foram pontuais, afetando serviços específicos e de curta duração. A Dataprev lembrou ainda que fatores externos, como infraestrutura local e conectividade, podem influenciar a operação dos sistemas, mas estão fora de seu controle.
Com 51 anos de atuação, a Dataprev afirmou continuar processando os pagamentos dos benefícios previdenciários para mais de 42 milhões de cidadãos sem atrasos. Para o INSS, a estabilidade dos sistemas é essencial para garantir a rapidez e a eficiência no atendimento à população.
Além dos impactos financeiros e operacionais, as falhas tecnológicas prejudicam a imagem institucional do INSS e comprometem a eficiência do serviço público oferecido aos brasileiros.
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Fonte: g1.globo.com
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