O cantor Tiago Iorc falou sobre o hiato em sua carreira ocorrido entre 2018 e 2019, período que ele classificou como fundamental para sua saúde mental e artística. Em entrevista ao podcast e videocast g1 Ouviu, exibido nesta terça-feira (14), o músico explicou que precisou se afastar porque a música havia deixado de fazer sentido para ele no auge do sucesso, após o lançamento do álbum “Troco Likes”.
Tiago relatou que enfrentava um desgaste intenso, chegando a não conseguir dormir e a subir ao palco sem motivação. Por conta disso, decidiu sair do Brasil e se mudar para a Califórnia, justamente no momento em que sua carreira estava em evidência. O objetivo era sentir-se desimportante e tentar reencontrar o prazer pela arte. “Fiquei seis meses tentando resgatar o fio da meada”, afirmou.
Ele revelou que o afastamento foi essencial para evitar um colapso psicológico e possibilitou sua permanência na carreira musical. “Para mim foi fundamental. Eu não estaria aqui hoje… ou talvez estaria, mas estaria ‘endoidecido'”, disse. Durante esse período, Tiago evitou pensar em produção artística, focando em restabelecer sua conexão com a música de forma saudável.
No mesmo bate-papo, o artista comentou sobre o projeto “Troco Likes 10 Anos”, que revisita o disco lançado em 2016 com novas gravações. Ele destacou que o álbum original abriu diversas portas na carreira e propiciou encontros importantes. Em resposta às críticas que o acusam de se apoiar na nostalgia, Tiago afirmou que prefere valorizar seu passado em vez de negá-lo. “Eu me via negando meu passado, negando minha história, porque achava que tinha que estar sempre me reinventando”, disse.
Tiago também refletiu sobre as mudanças no comportamento das redes sociais desde o lançamento original do álbum. Enquanto naquela época predominava a troca de likes, atualmente o músico percebe um excesso de manifestações negativas. No entanto, ele afirmou não se afetar pelos comentários ou opiniões do público, destacando que apenas um pequeno grupo de pessoas próximas tem acesso ao seu universo real.
Durante a entrevista, o cantor relembrou o início de sua trajetória e o medo que sentia. “Fiquei apavorado. Não tinha muita clareza de que queria ser compositor, mas a música era boa”, contou. Ele relatou que o disco “Troco Likes” foi uma fase de maior segurança na criação em língua portuguesa, marcando o aprofundamento em sua brasilidade. Hoje, compõe preferencialmente em português e valoriza essa conexão cultural.
Mesmo com o avanço na carreira, Tiago confessou ter sofrido com a síndrome do impostor, embora mantivesse a convicção de que sua missão vai além da música. Ele acredita em um propósito maior que envolve ajudar as pessoas a se conectarem com suas emoções. “Sinto que é uma grande bênção, que vem do propósito. Há uma função em tudo isso”, afirmou.
Por fim, o cantor comemorou a fidelidade do público que o acompanha desde o início da carreira e também a chegada de novos fãs. Para ele, a música é um meio de se comunicar com o mundo, e o que importa é a conexão que cada pessoa estabelece com seu trabalho. “Faço música para o mundo, e o mundo se conecta com o que achar que faz sentido”, concluiu.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

