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Fernanda Abreu estreou na noite de 11 de abril de

Fernanda Abreu estreou na noite de 11 de abril de
  • Publishedabril 12, 2026

Fernanda Abreu estreou na noite de 11 de abril de 2026, no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, o show “Da lata 30 anos”, que celebra as três décadas do álbum lançado em 1995. A apresentação integrou a programação do Queremos! Festival e revisitou o samba-funk que marcou a carreira da cantora e compositora carioca.

O álbum “Da lata”, consolidado em 1995, misturou samba-funk com elementos de R&B e rock adaptado para o pop dance brasileiro. Com voz marcante e batidas características, Fernanda Abreu estabeleceu na época um estilo sonoro que reverberou pelo cenário musical nacional.

O show faz parte de um projeto multimídia iniciado em 2025, que incluiu um documentário, lançamento de livro, relançamento do disco em LP e remix inédito da música “Garota sangue bom”. A apresentação no Vivo Rio trouxe a banda que acompanha Fernanda, formada por músicos como Billy Brandão na guitarra, Jovi Joviniano na percussão e Tuto Ferraz na bateria, além do vocalista e dançarino Che Leal.

A cenografia e os figurinos reproduziram a estética original da artista nos anos 1990, complementada por vídeos que ilustravam o período da gravação do álbum. Mesmo com alguns problemas técnicos de microfonia que afetaram a monitoração do som, o espetáculo manteve a energia e a interação com o público.

O repertório incluiu sucessos do álbum “Da lata”, como “Garota sangue bom” e “Babilônia rock”, além de faixas de outros trabalhos de Fernanda Abreu. Canções do álbum solo de estreia, “Sla radical dance disco club” (1990), como “A noite” e “Você pra mim”, foram apresentadas com projeções visuais que dialogavam com a temática do show.

Em momentos de batidas mais lentas, a artista executou músicas como “Dois” e “Um dia não outro sim”, definidas por ela como parte do “baile charm”. O encerramento trouxe faixas emblemáticas como “Rio 40 graus”, do segundo álbum solo lançado em 1992, e “Kátia Flávia, Godiva do Irajá”, que reforçam a ligação da cantora com o universo urbano carioca.

A apresentação também revelou dois pot-pourris. Um deles abordou a influência da música black dos anos 1970 no Rio de Janeiro, incluindo uma homenagem ao bloco afro baiano Ilê Aiyê. O outro trouxe funk carioca, gênero surgido na década de 2000, evidenciando a diversidade musical incorporada no show.

O espetáculo terminou com uma releitura em ritmo de funk do samba-enredo “É hoje” (1982), originalmente composto por Didi e Mestrinho para o Carnaval carioca, que Fernández Abreu adaptou para comercial em 1996 e inseriu no álbum “Da lata”. O público respondeu de forma entusiasmada, mostrando que o samba-funk do álbum continua relevante.

Fernanda Abreu, aos 64 anos, manteve a vitalidade e o suingue que marcaram sua trajetória, reforçando sua influência na produção da música pop dançante no Brasil. A celebração dos 30 anos do “Da lata” neste show confirmou a permanência do estilo batizado pela artista como batuque samba-funk.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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