A apuração das eleições parlamentares na Hungria, iniciada

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A apuração das eleições parlamentares na Hungria, iniciada nesta segunda-feira (3), indica uma vantagem parcial do partido de oposição Tisza sobre o partido Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, que está no poder há 16 anos. Os resultados parciais mostram que o Tisza lidera com 50,3% dos votos, enquanto o Fidesz soma cerca de 38%.

Com 29,2% das urnas apuradas, o partido liderado por Péter Magyar, ex-aliado de Orbán, projeta conquistar 128 cadeiras no Parlamento, número próximo à maioria de dois terços (133) necessária para reformas constitucionais. O Fidesz, por sua vez, deve obter 62 mandatos, e o partido Mi Hazánk, de extrema direita, pode garantir 8 assentos.

Orbán, primeiro-ministro húngaro desde 2010, governou entre 1998 e 2002 e retomou o cargo com uma vitória ampla. Durante seu mandato, o Fidesz reescreveu a Constituição e implementou leis que estabeleceram uma “democracia cristã iliberal”. Essas medidas restringiram a liberdade de imprensa, enfraqueceram o Judiciário e limitaram direitos de minorias, especialmente a comunidade LGBTQIA+.

Apesar das restrições internas, Orbán manteve apoio popular com políticas antimigração e uma agenda nacionalista e conservadora. Essa postura gerou atritos com a União Europeia, que suspendeu repasses financeiros à Hungria por desvios em padrões democráticos.

Nas últimas quatro eleições, Orbán venceu com ampla maioria, em parte devido à oposição fragmentada e ao controle político exercido sobre o país. Contudo, a economia estagnada há três anos e o crescimento da elite ligada ao governo enfraqueceram sua base de apoio.

Péter Magyar, ex-membro do governo e atual líder do Tisza, adotou uma estratégia que mescla conservadorismo migratório com a promessa de reaproximação da Hungria com a União Europeia e o Ocidente. Ele acusa o governo Orbán de corrupção e critica a concentração de poder.

Magyar utiliza redes sociais e comícios com estética patriótica para se posicionar como um opositor ao sistema político vigente. Essa abordagem ampliou sua popularidade e resultou em crescimento expressivo nas pesquisas eleitorais.

Levantamentos realizados por institutos independentes entre fevereiro e março indicam que o Tisza pode conquistar entre 138 e 142 cadeiras no Parlamento, assegurando maioria para realizar mudanças institucionais. O Fidesz, segundo essas sondagens, teria entre 49 e 55 mandatos, enquanto o partido Mi Hazánk manteria cinco ou seis cadeiras.

Essas eleições representam um momento decisivo para a Hungria, pois podem alterar o cenário político após anos de domínio de Orbán. O resultado final deverá ser anunciado após a apuração completa, com possibilidade de impacto nas relações do país com a União Europeia.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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