A alta no preço do diesel preocupa produtores de cana-de-açúcar no início da safra no interior de São Paulo, devido ao impacto causado pela guerra no Médio Oriente. Produtores de cidades como Ipiguá e Monte Aprazível já sentem os efeitos no custo do combustível e temem que isso comprometa a colheita.
Em Ipiguá, o produtor Alexandre Pinto César relata que o litro do diesel aumentou cerca de dois reais desde o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel. Ele administra 2 mil hectares de cana em dezoito áreas na região de São José do Rio Preto. Além do diesel, César destaca o aumento nos preços dos fertilizantes, essenciais para o plantio.
Mesmo com parte dos insumos adquiridos antes da alta, a expectativa entre os produtores é de custos maiores ao longo da safra. Em Monte Aprazível, agricultores têm buscado reduzir despesas, adotando estratégias como a diminuição do preparo do solo para economizar combustível.
Outro ponto de atenção é a possibilidade de falta de diesel durante a temporada de colheita, o que geraria dificuldades operacionais para os produtores locais. A Associação dos Plantadores de Cana da região aponta que, além dos recentes aumentos no preço do combustível, os produtores ainda enfrentam os efeitos dos baixos valores pagos na safra passada.
Essa combinação de fatores pode afetar a capacidade de investimento e o planejamento para os próximos ciclos de produção, agravando o cenário para a indústria sucroalcooleira no noroeste paulista. O monitoramento dos impactos econômicos e a busca por alternativas seguem como prioridades para os produtores.
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Fonte: g1.globo.com
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