O governo chinês respondeu à inclusão da montadora BYD na

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O governo chinês respondeu à inclusão da montadora BYD na “lista suja” do trabalho escravo do Brasil, divulgada em 7 de maio de 2025. A lista, atualizada pelo Ministério do Trabalho, identifica empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A China afirmou que suas empresas devem cumprir as leis locais e proteger os direitos dos trabalhadores.

Na atualização mais recente, 169 novos empregadores foram incluídos, elevando o total para cerca de 613. Entre as pessoas jurídicas listadas está a BYD, após o resgate de trabalhadores chineses em sua obra em Camaçari (BA). Também constam na lista o cantor Amado Batista, com duas propriedades autuadas em Goiás.

Os trabalhadores chineses na obra da BYD foram encontrados em alojamentos superlotados, sem higiene adequada e sob vigilância de seguranças armados que restringiam sua liberdade. Passaportes foram retidos e contratos continham cláusulas ilegais, incluindo jornadas excessivas e falta de descanso semanal. O Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) afirmou que os vistos dos funcionários não correspondiam às funções exercidas.

A BYD atribuiu as irregularidades à construtora terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda e encerrou o contrato com a empresa. A montadora firmou um acordo de R$ 40 milhões com o MPT-BA, junto com outras empreiteiras, para reparar as violações. Após o acordo, a BYD reafirmou seu compromisso com os direitos humanos.

No caso do cantor Amado Batista, sua assessoria negou o resgate de trabalhadores e informou que os funcionários continuam trabalhando normalmente. Segundo a nota enviada ao g1, irregularidades foram apontadas em uma fazenda arrendada onde laboravam funcionários de empresa terceirizada. Foi firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho e as obrigações trabalhistas foram regularizadas.

A “lista suja” é um instrumento público que o Ministério do Trabalho atualiza semestralmente para combater o trabalho escravo. Os empregadores entram na lista após processo administrativo definitivo, sem possibilidade de recurso, e permanecem por dois anos, podendo sair se não reincidirem.

Nesta atualização, o resgate de 2.247 trabalhadores foi confirmado em 22 estados brasileiros, com maior número de empregadores autuados em Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Paraíba. As atividades econômicas mais afetadas incluem serviços domésticos, criação de gado para corte, cultivo de café e construção civil.

Desde sua criação em 2004, a “lista suja” teve sua divulgação suspensa temporariamente, mas foi restabelecida após decisão do Supremo Tribunal Federal. O Grupo Especial de Fiscalização Móvel completou 30 anos em 2025, tendo resgatado mais de 68 mil trabalhadores desde 1995 e garantido mais de R$ 160 milhões em verbas salariais e rescisórias.

Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas anonimamente pelo Sistema Ipê, plataforma oficial do governo brasileiro lançada em 2020 em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O sistema permite informar casos suspeitos para que sejam verificados pelas autoridades competentes.

A inclusão da BYD e de outros empregadores na “lista suja” reforça a fiscalização contra práticas de trabalho análogo à escravidão no Brasil, destacando a importância do cumprimento da legislação trabalhista e da proteção aos direitos humanos nas relações de trabalho.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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