O Irã anunciou nesta terça-feira (7) um acordo com os Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado nos últimos 39 dias durante o conflito no Oriente Médio. A abertura será válida inicialmente por duas semanas, conforme informado pelas autoridades.
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e o Mar da Arábia. Ele possui uma largura mínima de 33 km, com canais de navegação de aproximadamente 3 km para cada sentido de tráfego. Essa condição geográfica torna o estreito um ponto crítico para o trânsito global de petróleo.
Cerca de 20% do petróleo mundial exportado diariamente passa pelo Estreito de Ormuz. Entre 2022 e 2025, dados da plataforma maritime Vortexa indicam que entre 17,8 e 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto, condensado ou combustível passaram pela região. Países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque, utilizam essa rota para enviar seus produtos principalmente para mercados asiáticos.
Durante o bloqueio do estreito, registrado nos 39 dias de intensificação do conflito antes da suspensão das ações militares dos EUA, o tráfego de petróleo foi interrompido, afetando o abastecimento e gerando impactos na economia global. A interrupção evidenciou a dependência da indústria energética mundial desse corredor marítimo.
Alguns países da região, sobretudo Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, buscam alternativas para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, explorando rotas e oleodutos que contornam a passagem. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), havia uma capacidade ociosa diária de cerca de 2,6 milhões de barris em oleodutos alternativos em junho de 2024.
O Catar, importante exportador de gás natural liquefeito, utiliza quase toda sua capacidade de exportação por meio do Estreito de Ormuz, reforçando a importância da região para o setor energético global. A estabilidade e o livre trânsito no estreito são, portanto, considerados essenciais para a manutenção do fluxo energético e para a segurança econômica mundial.
A decisão do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz no contexto do acordo com os Estados Unidos representa um passo relevante para a diminuição das tensões na região do Golfo Pérsico. A reabertura temporária deve facilitar a movimentação de navios e a retomada dos fluxos de petróleo e gás, evitando maiores impactos no mercado internacional.
No entanto, a segurança e a estabilidade do Estreito de Ormuz seguem como pontos sensíveis na geopolítica global, devido à sua posição estratégica e ao volume significativo de recursos energéticos que dependem dessa rota. A continuidade do monitoramento por parte de órgãos internacionais e países envolvidos é fundamental para garantir o funcionamento regular do canal marítimo.
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Fonte: g1.globo.com
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