O dólar abriu em queda nesta terça-feira (7), recuando 0,14% e sendo negociado a R$ 5,1390 às 9h01, enquanto o mercado acompanha o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz até o final do dia. A expectativa pelo desfecho da tensão no Oriente Médio influencia o cenário internacional e os mercados financeiros.
A escalada do conflito na região resultou em pressão sobre o preço do petróleo, que registrava alta de 0,60% no início do dia, com o barril do tipo Brent cotado a US$ 110,39. A rota do Estreito de Ormuz permanece fechada há mais de um mês, impactando o comércio global e a oferta de energia.
No âmbito político, um plano de cessar-fogo mediado pelo Paquistão foi rejeitado pelo Irã, que apresentou uma contraproposta. A proposta inicial previa um cessar-fogo imediato, seguido de negociações para um acordo mais abrangente em até 20 dias, com possíveis concessões iranianas no programa nuclear em troca de alívio das sanções econômicas.
O presidente Trump ameaçou atacar infraestruturas iranianas caso o estreito não fosse reaberto conforme o prazo estabelecido. O Irã classificou as declarações como agressivas e afirmou que responderá às ameaças. Os confrontos na região continuam, envolvendo também Israel e países do Golfo, o que aumenta o risco de efeitos negativos na economia global, sobretudo nos preços de energia e inflação.
No Brasil, a alta do petróleo levou o governo federal a anunciar um pacote de medidas para reduzir o impacto nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Entre as ações estão a redução de tributos sobre o querosene de aviação e a prorrogação do pagamento de tarifas para companhias aéreas, além da abertura de linhas de crédito para o setor. O custo estimado para essas medidas é de R$ 4 bilhões, divididos igualmente entre a União e os estados com o Distrito Federal.
O subsídio ao diesel inclui um desconto de R$ 1,20 por litro, composto de R$ 0,60 de aporte federal e R$ 0,60 estadual, somado a um subsídio anterior de R$ 0,32, totalizando R$ 1,52 por litro pelo menos até maio. O objetivo é conter a alta do diesel e seus reflexos para o consumidor final.
No mercado financeiro brasileiro, o dólar acumula queda de 0,25% na semana e 6,24% no ano. O Ibovespa registra leve alta de 0,06% na semana e crescimento de 16,78% no acumulado anual. As bolsas internacionais avançaram em Wall Street, com o índice Dow Jones subindo 0,35%, o S&P 500, 0,45%, e o Nasdaq, 0,54%, na expectativa de um possível cessar-fogo.
Em contrapartida, as bolsas asiáticas encerraram sem tendência definida, enquanto investidores monitoram as negociações entre EUA e Irã. Apesar das ameaças recentes de Trump, a reação dos mercados tem sido moderada, refletindo a esperança de que as negociações evitem um conflito maior.
O boletim Focus do Banco Central indica aumento nas projeções de inflação para 2026, agora estimada em 4,36%, impactada pela alta do petróleo. Ainda assim, o mercado mantém a expectativa de redução da taxa Selic para 12,5% ao ano até o fim de 2026. As previsões para o PIB permanecem em crescimento de 1,85% no mesmo período, com o dólar previsto em R$ 5,40 ao final do ano.
A queda do dólar tem efeitos complexos para o Brasil. Embora beneficie setores que dependem de importações, a valorização da moeda americana pode pressionar preços internos devido à alta do petróleo, que é cotado em dólar no mercado internacional. O aumento no custo dos combustíveis e derivados influencia a inflação, afetando o poder de compra da população.
O crescimento da tensão geopolítica no Oriente Médio, portanto, permanece como principal fator de volatilidade para o câmbio, a inflação e o desempenho dos mercados brasileiros nas próximas semanas. A resposta do Irã ao ultimato americano e o desenvolvimento das negociações serão decisivos para os rumos do cenário econômico nacional e internacional.
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Fonte: g1.globo.com
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