Ovos de Páscoa estão até 19,8% mais caros no interior

Ovos de Páscoa estão até 19,8% mais caros no interior de São Paulo e podem perder espaço para as colombas pascais, aponta estudo da USP divulgado em março de 2026 em Piracicaba (SP). A pesquisa do Grupo Painel Econômico da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) analisou os preços em nove estabelecimentos da cidade, apontando aumento e mudança no comportamento de consumo devido à alta dos valores.
O levantamento indica que o custo médio dos ovos de Páscoa em Piracicaba subiu em todas as categorias de peso. O preço dos ovos entre 200 g e 250 g passou de R$ 45,73 em 2025 para R$ 54,24 em 2026, alta de 18,61%. Na faixa de 300 g a 350 g, o valor médio aumentou de R$ 64,42 para R$ 75,06, crescimento de 16,52%. O maior reajuste foi nos ovos de 500 g, que tiveram alta de 19,82%, chegando a R$ 114,63.
Além da alta nos ovos tradicionais, o estudo revela que os consumidores estão mais atraídos pelos brindes e brinquedos que acompanham os produtos do que pelo chocolate em si. Este fator tem influenciado o mercado e a estratégia das marcas para garantir a preferência do público.
Com as limitações orçamentárias enfrentadas pelas famílias, há uma tendência de substituição dos ovos de chocolate pelas colombas pascais, que apresentam preços mais acessíveis. No entanto, mesmo as colombas tiveram aumento em 2026. A colomba de frutas (350 g) subiu 2,25%, ficando em média R$ 22,25. Já a colomba de chocolate, na mesma faixa de peso, teve reajuste de 20,47%, atingindo R$ 22,07.
Outra alternativa escolhida pelos consumidores é a compra de barras de chocolate, bombons e coberturas para preparar sobremesas em casa. Nesse segmento, a cobertura fracionada blend para sobremesas apresentou queda de 29,76% no preço médio, passando de R$ 43,82 em 2025 para R$ 30,78 em 2026, sinalizando uma opção mais econômica.
O estudo também calculou o gasto total para uma família de quatro pessoas celebrar a Páscoa com chocolates e o tradicional almoço de Sexta-feira Santa em Piracicaba. A estimativa é que a despesa chegue a cerca de R$ 365,86, valor 3,93% maior que em 2025. Para os chocolates e sobremesas foram considerados quatro itens, totalizando R$ 161,42.
O custo dos ingredientes para o preparo do almoço ficou em R$ 204,44, com redução de 2,09% em relação ao ano anterior, principalmente devido à queda nos preços dos legumes e do azeite. O bacalhau segue como o item mais caro, custando R$ 152,28 o quilo, com alta de 9,22%.
O levantamento destacou a variação dos preços regionais comparando Piracicaba com Sorocaba, Ribeirão Preto e São Paulo. Entre as três cidades, Piracicaba apresentou o menor preço médio para ovos de 300 g a 350 g. Em Ribeirão Preto, esses ovos chegam a custar 13,04% mais, com média de R$ 84,85 contra R$ 75,06 em Piracicaba.
Por outro lado, Piracicaba registrou os preços mais altos nas colombas pascais e no azeite usado para o almoço. Sorocaba teve o quilo de bacalhau mais caro, a R$ 184,67, 21,27% acima do valor cobrado em Piracicaba.
O estudo segue a metodologia do Procon/Dieese, que monitora itens consumidos por famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, oferecendo um panorama do impacto da alta de preços para a população local. A tendência de substituição dos ovos por colombas e a busca por alternativas caseiras refletem os ajustes no orçamento das famílias para as celebrações de Páscoa em 2026.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com