O Banco Central (BC) anunciou que prepara novas funcionalidades para o PIX, sistema brasileiro de transferências em tempo real, após recorde de R$ 35,36 trilhões em movimentações no ano passado. A ferramenta, criada em 2020, foi criticada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Salvador (BA).
Lula afirmou que o governo brasileiro não mudará o PIX por pressão externa, destacando que o sistema é um serviço nacional voltado para a sociedade. Ele acrescentou que aprimoramentos serão feitos para melhor atender os usuários.
O PIX aumentou o acesso ao sistema financeiro e facilitou pagamentos, especialmente para pequenos negócios e pessoas que antes não utilizavam contas bancárias de forma ativa. Renato Gomes, diretor do BC, afirmou que quase todo adulto brasileiro já usa o PIX e que a plataforma mudou hábitos, tornando pagamentos pelo celular mais comuns.
Desde seu lançamento, o PIX passou por avanços, como o PIX Cobrança, que substitui boletos e facilita pagamentos rápidos com comunicação direta; o PIX Saque e PIX Troco, que ampliaram pontos de acesso ao dinheiro e reduziram custos para estabelecimentos; e o PIX Agendado, que organizou pagamentos periódicos.
Outras melhorias são o PIX por Aproximação, inicialmente disponível para Android, que permite pagamentos por contato físico; o PIX Automático, que democratiza pagamentos recorrentes; e a integração com o Open Finance, que amplifica transações digitais por várias plataformas.
Entre as novidades previstas para 2026 está a Cobrança Híbrida, que tornará obrigatório o QR code com a opção de pagamento via boleto até novembro. Também está prevista a funcionalidade para pagamento de duplicatas escriturais pelo PIX, visando facilitar a antecipação de recebíveis e reduzir custos.
O BC trabalha na adaptação do sistema para o split tributário, alinhando-o ao pagamento de impostos em tempo real previsto na reforma tributária. A partir de 2027, a contribuição sobre bens e serviços (CBS) será paga no momento da compra eletrônica.
Para 2027, o Banco Central estuda lançar o PIX internacional, que ampliaria pagamentos instantâneos entre países, atualmente limitados a alguns locais, como Argentina, Estados Unidos e Portugal. A ideia é promover interligação definitiva entre sistemas.
Também estão em estudo o PIX em garantia, uma linha de crédito para autônomos e empreendedores que usariam recebíveis futuros como garantia; o PIX por aproximação em modo offline, que permitiria pagamentos sem conexão ativa à internet; e o PIX Parcelado, destinado a pessoas sem acesso a cartão de crédito.
O Banco Central reafirma que essas evoluções visam ampliar o uso do PIX, facilitar transações financeiras e promover a inclusão e a eficiência do sistema financeiro para a população brasileira.
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Fonte: g1.globo.com
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