O Brasil ainda não definiu seu representante para

O Brasil ainda não definiu seu representante para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2027, e as chances da seleção brasileira dependem dos lançamentos e da participação em festivais internacionais, entre eles Cannes e Veneza. A escolha oficial pela Academia Brasileira de Cinema deve ocorrer apenas após as divulgações dos filmes selecionados para essas mostras.

O Festival de Cannes, que ocorre entre 12 e 23 de maio, tem se tornado um indicador importante das possíveis indicações ao Oscar. Nos últimos dois anos, quatro dos cinco filmes indicados na categoria passaram pelo evento francês, com muitos vencedores obtendo prêmios por lá. A lista dos selecionados para Cannes será divulgada em 9 de abril. Já o Festival de Veneza, realizado de 2 a 23 de setembro, também influencia a avaliação das produções brasileiras, especialmente após os prêmios recebidos pelos filmes nacionais “Ainda estou aqui” (2025) e “A voz de Hind Rajab” (2026).

Além do prestígio, a participação nesses festivais é um espaço para que produtores e distribuidoras dos Estados Unidos negociem a aquisição dos filmes e apoiem as campanhas para o Oscar. Um exemplo recente é o longa “O agente secreto” (2025), que foi elogiado em Cannes e adquirido pela distribuidora americana Neon, conhecida por sua atuação em produções indicadas ao prêmio.

A seleção brasileira para o Oscar é feita pela Academia Brasileira de Cinema e costuma levar em conta estratégias relacionadas ao circuito de festivais. No entanto, essa lógica nem sempre garante resultados. Em 2019, a escolha dividiu opiniões entre “Bacurau”, premiado no júri oficial de Cannes, e “A vida invisível”, vencedora de prêmio na mostra paralela Um Certo Olhar, que foi escolhida para representar o país, mas não recebeu indicação.

Mesmo com a expectativa sobre os nomes que podem representar o Brasil, é importante lembrar que o país nunca conseguiu três indicações consecutivas na categoria de melhor filme internacional no Oscar. Nos últimos dez anos, apenas a Alemanha repetiu essa conquista entre 2023 e 2025.

Alguns lançamentos nacionais de 2024 já chamam atenção. “Feito pipa”, dirigido por Allan Deberton e com Lázaro Ramos no elenco, ganhou dois prêmios no Festival de Berlim, na mostra Generation, que valoriza temáticas infantis. O filme “Geni e o zepelim”, da diretora Anna Muylaert, é uma adaptação da música de Chico Buarque e conta com Seu Jorge no elenco, o que reforça seu potencial de reconhecimento.

Outras produções aguardadas este ano incluem “Escola sem muros”, de Cao Hamburger; “Leila e a noite”, produzido por Kleber Mendonça Filho; “Vicentina pede desculpas”, dirigido por Gabriel Martins; e “No jardim do ogro”, estrelado por Alice Braga. Esses títulos ainda podem reforçar a presença do cinema brasileiro na corrida pelo Oscar, dependendo da recepção nos festivais e da estratégia de distribuição.

O cenário para o Oscar 2027 ainda é incerto, mas o calendário de festivais e as movimentações da indústria audiovisual nacional sinalizam que o Brasil continua em jogo na disputa. Os próximos meses serão decisivos para definir qual filme terá a missão de representar o país na premiação americana.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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