O preço do barril de petróleo Brent ultrapassou

O preço do barril de petróleo Brent ultrapassou US$ 105 nesta quarta-feira (1º), após discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra no Oriente Médio. O índice West Texas Intermediate (WTI), referência americana, também subiu para US$ 103, refletindo a tensão gerada pela continuidade dos ataques dos EUA e as incertezas no mercado global de energia.

Na semana anterior, o barril de WTI chegou a US$ 103,13, enquanto o Brent teve pico de US$ 115. A alta atual ocorre apesar das declarações de Trump, que afirmou que o aumento dos preços é um fenômeno “de curto prazo”. Ele também prometeu manter os ataques às infraestruturas iranianas, o que influenciou a reação imediata dos investidores.

Durante o pronunciamento, Trump destacou que os Estados Unidos são independentes do petróleo do Oriente Médio e que a presença militar na região visa apoiar aliados, não obter recursos. Ele fez referência ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, um ponto estratégico para a exportação global de petróleo, e afirmou que Washington não depende mais desse corredor.

O presidente americano anunciou que irá intensificar ataques à infraestrutura energética do Irã nas próximas duas ou três semanas, visando reduzir a capacidade militar do país na região. Ele indicou que a ofensiva pretende “trazer o Irã de volta à Idade da Pedra”, em suas palavras.

Sobre o Estreito de Ormuz, Trump afirmou que a reabertura da passagem interessa mais aos países europeus do que aos EUA, que praticamente não importam petróleo por esse canal e não planejam fazê-lo no futuro. Dessa forma, segundo ele, a responsabilidade pela segurança da rota cabe aos países beneficiados.

Trump também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) por falta de apoio à missão americana no Irã. Ele mencionou que considera retirar os EUA da aliança, diante do racha político com aliados europeus, que rejeitaram colaborar na segurança do Estreito de Ormuz.

Apesar do discurso firme, Trump sinalizou a possibilidade de reduzir a escalada militar. Pesquisas indicam que o conflito é amplamente impopular entre os norte-americanos, especialmente eleitores independentes. Assessores do presidente têm solicitado justificativas mais claras para manter o engajamento na guerra.

No campo militar, autoridades americanas estudam operações para apreender estoques de urânio enriquecido do Irã e controlar áreas estratégicas do país, incluindo o litoral e a Ilha de Kharg, importante ponto de exportação de petróleo iraniano. O envio de milhares de soldados adicionais para o Golfo Persa reforça a postura de manter opções militares abertas.

Paralelamente, Trump demonstrou interesse em buscar uma solução negociada. Uma autoridade da Casa Branca informou que o vice-presidente JD Vance iniciou contatos indiretos com interlocutores paquistaneses para mediar conversas com Teerã, ainda que o governo iraniano negue a existência de diálogo direto.

Na manhã de quarta-feira, Trump visitou a Suprema Corte dos EUA para acompanhar argumentos sobre uma política de restrição à cidadania por nascimento, tema central em sua linha dura contra a imigração. Após o evento, em almoço na Casa Branca, afirmou que o conflito estava “praticamente encerrado” e que o governo daria “mais alguns golpes”.

A evolução da guerra no Oriente Médio, os desdobramentos políticos e seus impactos no mercado global de petróleo seguem como pontos de atenção para a comunidade internacional, enquanto o presidente americano equilibra pressão interna e externa para definir os próximos passos na região.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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