A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que poderá iniciar ataques a partir das 20h desta quarta-feira (1º), horário local, contra 18 empresas e grandes empresas de tecnologia ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio. A ação é apresentada como retaliação aos bombardeios realizados por EUA e Israel contra alvos iranianos na região.
O comunicado das forças iranianas, divulgado pela mídia estatal, alerta que as principais instituições identificadas como parte de operações consideradas terroristas por Teerã serão alvos dos ataques. A Guarda Revolucionária recomendou que funcionários dessas empresas evacuem imediatamente seus locais de trabalho e que os moradores das áreas próximas também se afastem em um raio de um quilômetro para garantir sua segurança.
Entre as empresas listadas estão gigantes do setor tecnológico e industrial dos EUA, além de algumas sediadas na região. Os alvos incluem a Boeing, General Electric, Tesla, J.P. Morgan, Nvidia, Palantir, Dell, IBM, Meta, Google, Apple, Microsoft, Oracle, Intel, HP e Cisco. Também consta na lista a empresa G42, sediada nos Emirados Árabes Unidos e especializada em inteligência artificial, única companhia não americana mencionada.
As filiais dessas empresas estão localizadas principalmente em cidades dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Bahrein, Egito, Jordânia, Líbano, Omã, Israel e outros pontos estratégicos da região. Por exemplo, a Tesla mantém operações em Dubai, Abu Dhabi, Riyadh, Jeddah, Dammam e Doha. A Apple concentra sua presença em Dubai, com lojas também em Abu Dhabi, Tel Aviv e Haifa.
Além das empresas, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter realizado ataques contra bases militares dos EUA na região. Nesta terça-feira (30), a força alegou ter bombardeado uma base secreta ao lado da base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, e um alojamento de soldados no Bahrein. Segundo o Irã, cerca de 200 militares americanos estavam no local da base secreta, que teria sido destruída. Até o momento, nem os EUA nem os países citados confirmaram os ataques.
O comando militar iraniano ressaltou que a presença dos EUA na região tornou-se insegura para seus comandantes e que as bases militares norte-americanas no Golfo vêm sofrendo ataques retaliatórios desde o início do conflito, em um momento marcado por tensões elevadas. Washington já realizou evacuações em algumas dessas instalações para proteger suas tropas.
O ataque no Bahrein teria atingido a principal base naval americana no Golfo Pérsico, que abriga a 5ª Frota dos EUA. O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou ter testemunhado a interceptação de dois mísseis lançados contra uma reunião de oficiais, sem fornecer detalhes sobre o local ou o incidente exato.
A tensão entre Estados Unidos e Irã tem aumentado diante das operações em território sírio e da situação no Líbano, agravando o cenário de instabilidade no Oriente Médio. A possibilidade de ataques diretos a empresas e estruturas civis amplia o risco para a segurança regional e afeta o setor econômico e tecnológico global.
Em resumo, o Irã prepara-se para ampliar suas ações contra interesses norte-americanos no Oriente Médio com o objetivo de responder aos ataques que sofreu, incluindo a ameaça direta a grandes empresas com atuação estratégica na região.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

