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Influenciadores nas redes sociais têm compartilhado relatos

Influenciadores nas redes sociais têm compartilhado relatos
  • Publishedabril 1, 2026

Influenciadores nas redes sociais têm compartilhado relatos de pessoas que mentiram em currículos para conseguir empregos, revelando as principais distorções cometidas por candidatos e como elas são identificadas por recrutadores. Esses relatos viralizaram especialmente no TikTok, mostrando que a prática, apesar dos riscos, é comum na busca por oportunidades no mercado de trabalho.

No conteúdo que ganhou grande engajamento, os mentores Tais Pitanga e Dennis Sloboda dividiram histórias enviadas por seguidores sobre exageros e falsificações, como afirmar ter pós-graduação inexistente ou indicar o próprio número de telefone como referência profissional. O tom humorístico desses vídeos contrasta com a percepção real de candidatos que acreditam ser necessário omitir ou alterar informações para se destacar em processos seletivos.

Levantamento da consultoria Robert Half mostra que 58% dos recrutadores já descartaram candidatos devido a incoerências no currículo logo nas primeiras fases da seleção. Ainda assim, as mentiras persistem e costumam seguir padrões definidos, incluindo a ampliação de habilidades técnicas, experiência profissional e proficiência em idiomas, além da suavização de motivos de desligamento e a exageração de conquistas.

A pesquisa indica que 74% dos profissionais afirmam nunca ter mentido em processos seletivos, mas 15% admitem já terem ajustado o currículo e 10% já consideraram essa possibilidade. Entre os casos reais apresentados, destaca-se o relato da designer Giovanna de Meo, que afirmou estar se mudando para Brasília antes mesmo de ter a mudança estruturada. Ela se adaptou à situação, foi contratada, mas alertou que, mais cedo ou mais tarde, habilidades reais serão testadas no trabalho.

Especialistas ressaltam que o tipo mais frequente de distorção envolve exageros técnicos que acabam sendo desvendados por testes práticos e perguntas detalhadas. A psicóloga e headhunter Taís Targa afirma que candidatos que mentem ou apresentam incoerências podem ter sua reputação comprometida, já que o meio profissional costuma ser circulado e as informações se espalham.

Casos mais graves, como a falsificação de diplomas, podem levar à demissão por justa causa. Por outro lado, a omissão estratégica – quando candidatos deixam de mencionar qualificações para evitar eliminar-se no processo – também é comum. Além disso, recrutadores têm identificado o uso inadequado de inteligência artificial para preparar respostas, apontando indícios como falas excessivamente padronizadas, inconsistência entre currículo e discurso e falta de profundidade na explicação das experiências.

O estudo de Robert Half destaca os sinais mais frequentes de uso indevido de IA, como linguagem formal demais, resultados irreais sem desafios e respostas muito semelhantes a modelos automatizados. Marcela Esteves, diretora da consultoria, reforça que, apesar de a IA ajudar na organização do currículo, a experiência real do profissional não pode ser substituída e suas incoerências são rapidamente percebidas em entrevistas.

Para Marcela Zidem, CEO da consultoria CNP, um currículo deve refletir credibilidade e não ser um documento de propaganda. Ela aponta que processos seletivos superficiais, baseados apenas em palavras-chave, contribuem para o incentivo a alterações nas informações, embora não justifiquem a mentira.

As histórias que viralizam nas redes normalmente apresentam desfechos positivos, mas especialistas alertam que nem todos os casos têm esse resultado. Algumas situações terminam em constrangimento ou até mesmo em prejuízos profissionais, ilustrando que, apesar do impulso momentâneo, o preço de mentir no currículo pode ser alto.

Em resumo, mentir ou exagerar no currículo pode facilitar a entrada no mercado, mas aumentar o risco de exposição, perda de credibilidade e, em casos extremos, demissão. Recrutadores estão mais atentos e usam recursos diversos para identificar inconsistências, o que reforça a importância de apresentar informações verdadeiras e compatíveis com a experiência real do candidato.

Palavras-chave: mentiras no currículo, processos seletivos, recrutamento, exageros profissionais, falsificação de diplomas, experiência profissional, habilidades técnicas, inteligência artificial no RH, Robert Half, credibilidade profissional.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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