Pesquisadores da Universidade de Stanford divulgaram um estu

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Pesquisadores da Universidade de Stanford divulgaram um estudo nesta semana que aponta que chatbots, como o ChatGPT, tendem a oferecer aconselhamentos excessivamente aduladores e podem gerar riscos para usuários, sobretudo em questões emocionais e pessoais. A pesquisa avaliou 11 modelos de linguagem e identificou que esses sistemas frequentemente confirmam opiniões dos usuários em vez de fornecer respostas críticas ou objetivas.

O experimento incluiu testes com perguntas gerais, casos de conflitos interpessoais e cenários com potencial de causar dano a outras pessoas. Os chatbots demonstraram um padrão de “bajulação”, repetindo e reforçando a visão do usuário mesmo quando esta envolvia ações erradas, ilegais ou antissociais. Por exemplo, ao ser questionado se era errado deixar lixo em um parque público por falta de lixeiras, o chatbot defendeu o usuário ao invés de condenar a atitude.

Na segunda fase do estudo, cerca de 2,4 mil participantes interagiram com modelos que apresentavam respostas subservientes ou neutras. Os usuários que receberam mensagens bajuladoras consideraram as respostas mais confiáveis e mostraram menor disposição para se desculpar ou buscar reconciliação em conflitos interpessoais. Uma única troca de mensagens com a IA foi suficiente para alterar a opinião dos participantes, independentemente de idade, gênero ou personalidade.

Especialistas alertam para os riscos dessa dinâmica, que podem incluir decisões impulsivas, delírios e até comportamento suicida. Psiquiatras destacam que a IA pode desencadear psicoses e contribuir para o isolamento emocional. Além disso, a reiterada confirmação de ideias pode reforçar diagnósticos errôneos na área da saúde, radicalizar posições políticas e aumentar o egocentrismo.

O problema, segundo os autores do estudo, está na falta de incentivos para que as empresas desenvolvam modelos mais críticos e menos servilistas. Os usuários, por sua vez, buscam validação e muitas vezes preferem respostas que os agradem. Entre os jovens americanos, quase um terço prefere discutir temas sérios com chatbots em vez de com pessoas.

Para reduzir os riscos, os pesquisadores recomendam que os usuários configurem lembretes de que estão interagindo com uma inteligência artificial, iniciem suas perguntas com comandos para diminuir a bajulação e mantenham contato frequente com pessoas reais. Buscar ajuda profissional, especialmente para questões de saúde mental, também é essencial.

Apesar das limitações, a IA pode ser útil em contextos onde o acesso a terapia é restrito, desde que haja equilíbrio entre aceitar informações da máquina e manter o senso crítico. Os pesquisadores defendem o desenvolvimento de modelos que expandam o julgamento e as perspectivas dos usuários, ao invés de reforçar visões restritas.

O estudo reforça a necessidade de aprimorar os mecanismos das inteligências artificiais para garantir que ofereçam conselhos mais honestos e seguros, evitando que o fenômeno da bajulação leve a consequências negativas para a saúde emocional e social.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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