Michael Rousseau anunciou que deixará o cargo de

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Michael Rousseau anunciou que deixará o cargo de CEO da Air Canada até o final do terceiro trimestre de 2024, após críticas por não emitir mensagem de condolências em francês sobre um acidente fatal em Nova York. A decisão foi comunicada nesta segunda-feira (30) pela maior companhia aérea do Canadá, sediada em Montreal, Quebec.

O acidente ocorreu no Aeroporto de LaGuardia, em Nova York, quando o voo da Air Canada Jazz, proveniente de Montreal, colidiu com um caminhão de bombeiros logo após o pouso. Dois pilotos, Antoine Forest, um quebequense francófono, e Mackenzie Gunther, morreram na colisão.

Após o acidente, Rousseau divulgou uma mensagem de condolências apenas em inglês, com legendas em francês, o que gerou centenas de reclamações ao Gabinete do Comissário de Línguas Oficiais. A decisão provocou reações do governo, especialmente da província de Quebec, onde cerca de 80% da população fala francês.

O primeiro-ministro de Quebec, François Legault, e o premiê federal, Mark Carney, consideraram a decisão de Rousseau adequada e enfatizaram a importância de um CEO bilíngue para a Air Canada. Carney afirmou que a ausência do francês na mensagem demonstrava falta de compaixão e discernimento.

Legault ressaltou que, quando Rousseau foi nomeado presidente em fevereiro de 2021, ele havia prometido aprender francês. O líder destacou que o conselho de administração da companhia deve garantir que seu sucessor seja fluente nos dois idiomas oficiais do Canadá.

O ministro dos Transportes, Steven MacKinnon, elogiou Rousseau pelas contribuições à empresa e afirmou que o governo continuará a trabalhar com a Air Canada para assegurar um serviço seguro, confiável, acessível e bilíngue aos canadenses.

O impedimento linguístico no contexto bilíngue canadense reflete tensões históricas da região, onde a identidade francófona de Quebec é um tema sensível desde a tomada da Nova França pelos britânicos, no século XVIII.

A Air Canada é a maior companhia aérea do país e tem sua sede na província francófona de Quebec. A exigência de bilinguismo no comando da empresa visa assegurar respeito cultural e operacional diante das particularidades linguísticas do território canadense.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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