Um produtor capixaba de Santa Teresa, no Espírito

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Um produtor capixaba de Santa Teresa, no Espírito Santo, lançou ovos de Páscoa com frutas como jaca, kiwi, manga e jabuticaba para enfrentar a alta no preço do chocolate em 2024. A iniciativa visa oferecer opções diferenciadas e aumentar as vendas apesar do cenário de custos elevados na cadeia produtiva.

Marcos Rediguieri, produtor rural e empresário, desenvolveu as receitas usando frutas da Mata Atlântica e de sua própria propriedade, localizada no distrito de 25 de Julho. Ele investiu em um desidratador para prolongar a vida útil das frutas incorporadas ao chocolate artesanal, fabricado pela família desde a produção do cacau até os ovos.

A propriedade produz cerca de 1,5 tonelada de cacau fino por ano, que se transforma em aproximadamente 3 toneladas de chocolate. A variedade inicial, Parazinho, foi complementada com espécies enxertadas, mais produtivas e resistentes a pragas. Segundo Rediguieri, o clima e o solo do Espírito Santo geram características únicas nos chocolates produzidos no estado.

O ovo com jaca, especialmente na versão de chocolate branco, é o mais procurado pelos consumidores, segundo o empresário, que espera aumentar as vendas em até 15% nesta Páscoa. A adição das frutas regionais representa tanto uma estratégia de valorização do produto quanto uma alternativa para o consumidor diante da alta histórica nos preços do chocolate.

A crise climática global provocou queda na produção mundial de cacau em 2024, elevando os custos para fabricantes. Apesar da redução recente no preço do cacau, de cerca de 30%, esse ajuste não refletirá nos preços ao consumidor durante a Páscoa, porque a indústria trabalha com contratos futuros. Produtos fabricados atualmente foram produzidos com amêndoas adquiridas a preços mais altos.

Em fevereiro de 2025, o valor da saca de cacau chegou a R$ 3,5 mil e atualmente está abaixo de R$ 1 mil. Embora a queda seja vantajosa para compradores da matéria-prima, produtores locais enfrentam prejuízos por conta dos custos de cultivo que não são cobertos integralmente.

A presidente do Sindicato da Indústria de Produtores de Cacau e Balas, Doces e Conservas Alimentícias do Espírito Santo (Sindicacau), Maíra Chagas Welerson, destacou que os contratos futuros explicam a manutenção dos preços dos chocolates mesmo com a baixa recente no preço do cacau. A produção e fabricação para a Páscoa deste ano foram iniciadas há mais de um ano, com compras já acordadas.

Diante desse contexto, a aposta em ovos de Páscoa com ingredientes regionais e inovação em sabores tem como objetivo oferecer alternativas para o consumidor, valorizar produtos locais e fortalecer a cadeia produtiva capixaba. A produção artesanal da família Rediguieri reflete a busca por diferenciação em um mercado afetado por variações climáticas e econômicas.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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