Economia

Pesquisadores da universidade northwestern criam robôs modul

Pesquisadores da universidade northwestern criam robôs modul
  • Publishedmarço 29, 2026

Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares, chamados de “metamáquinas”, que continuam funcionando mesmo após sofrer danos, graças ao uso de inteligência artificial (IA). O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os robôs são formados por módulos independentes, cada um equipado com motor, bateria e computador próprios. Essas unidades podem operar isoladamente ou conectadas, o que permite que a máquina corra, salte e se levante após quedas, mantendo a funcionalidade mesmo com partes danificadas.

A equipe utilizou um algoritmo evolutivo baseado em IA para gerar diversos formatos dos robôs em simulações. Os modelos com melhor desempenho foram selecionados e aprimorados ao longo do tempo, num processo semelhante à seleção natural.

Segundo o pesquisador Sam Kriegman, professor assistente da universidade, a abordagem cria “robôs feitos de robôs”. Quando uma parte é perdida, o restante continua operando, garantindo maior resiliência às máquinas.

Os designs criados pelo sistema são incomuns e distintos dos tradicionais robôs inspirados em humanos ou animais. Mesmo assim, apresentam alta eficiência na locomoção, adaptando-se a diferentes terrenos.

O número de combinações possíveis para os módulos é muito grande. Com dois módulos, é possível criar quase 500 designs diferentes. Com cinco módulos, esse número chega a centenas de bilhões. A IA é fundamental para testar e identificar quais formatos são viáveis.

Versões dos robôs com três, quatro e cinco “pernas” foram testadas ao ar livre e conseguiram atravessar terrenos como cascalho, grama, areia, lama, folhas e superfícies irregulares. Os resultados mostram a capacidade de adaptação dos robôs a ambientes variados.

Os cientistas destacam que a tecnologia pode levar à criação de robôs capazes de se adaptar em tempo real e serem reconstruídos conforme a necessidade, o que é útil para trabalhos em ambientes imprevisíveis e hostis.

Kriegman ressaltou que é difícil prever exatamente o que um robô precisará fazer em campo. Portanto, a possibilidade de redesenho e reconstrução sob demanda representa uma vantagem importante.

Além da resistência, o objetivo da pesquisa foi combinar adaptabilidade com desempenho físico, buscando criar máquinas que possam evoluir e responder a desafios variados.

Como exemplo de funcionalidade, o pesquisador explicou que, ao dividir uma dessas máquinas ao meio, o resultado não é lixo, mas dois robôs operacionais. Isso demonstra a modularidade e a eficiência do conceito.

A equipe acredita que a abordagem abre caminho para uma nova geração de robôs versáteis, capazes de se recompor e operar em condições adversas. Essa versatilidade é fundamental para aplicações como exploração, resgate e trabalhos em ambientes perigosos.

Os avanços demonstram o potencial da combinação entre inteligência artificial e robótica para criar máquinas mais independentes e resilientes.

Palavras-chave relacionadas: robôs modulares, inteligência artificial, robótica adaptativa, metamáquinas, algoritmos evolutivos, robôs resistentes, autonomia robótica, engenharia robótica, robótica em ambientes hostis, inovação tecnológica.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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