Pesquisadores da universidade northwestern criam robôs modul

Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares, chamados de “metamáquinas”, que continuam funcionando mesmo após sofrer danos, graças ao uso de inteligência artificial (IA). O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Os robôs são formados por módulos independentes, cada um equipado com motor, bateria e computador próprios. Essas unidades podem operar isoladamente ou conectadas, o que permite que a máquina corra, salte e se levante após quedas, mantendo a funcionalidade mesmo com partes danificadas.
A equipe utilizou um algoritmo evolutivo baseado em IA para gerar diversos formatos dos robôs em simulações. Os modelos com melhor desempenho foram selecionados e aprimorados ao longo do tempo, num processo semelhante à seleção natural.
Segundo o pesquisador Sam Kriegman, professor assistente da universidade, a abordagem cria “robôs feitos de robôs”. Quando uma parte é perdida, o restante continua operando, garantindo maior resiliência às máquinas.
Os designs criados pelo sistema são incomuns e distintos dos tradicionais robôs inspirados em humanos ou animais. Mesmo assim, apresentam alta eficiência na locomoção, adaptando-se a diferentes terrenos.
O número de combinações possíveis para os módulos é muito grande. Com dois módulos, é possível criar quase 500 designs diferentes. Com cinco módulos, esse número chega a centenas de bilhões. A IA é fundamental para testar e identificar quais formatos são viáveis.
Versões dos robôs com três, quatro e cinco “pernas” foram testadas ao ar livre e conseguiram atravessar terrenos como cascalho, grama, areia, lama, folhas e superfícies irregulares. Os resultados mostram a capacidade de adaptação dos robôs a ambientes variados.
Os cientistas destacam que a tecnologia pode levar à criação de robôs capazes de se adaptar em tempo real e serem reconstruídos conforme a necessidade, o que é útil para trabalhos em ambientes imprevisíveis e hostis.
Kriegman ressaltou que é difícil prever exatamente o que um robô precisará fazer em campo. Portanto, a possibilidade de redesenho e reconstrução sob demanda representa uma vantagem importante.
Além da resistência, o objetivo da pesquisa foi combinar adaptabilidade com desempenho físico, buscando criar máquinas que possam evoluir e responder a desafios variados.
Como exemplo de funcionalidade, o pesquisador explicou que, ao dividir uma dessas máquinas ao meio, o resultado não é lixo, mas dois robôs operacionais. Isso demonstra a modularidade e a eficiência do conceito.
A equipe acredita que a abordagem abre caminho para uma nova geração de robôs versáteis, capazes de se recompor e operar em condições adversas. Essa versatilidade é fundamental para aplicações como exploração, resgate e trabalhos em ambientes perigosos.
Os avanços demonstram o potencial da combinação entre inteligência artificial e robótica para criar máquinas mais independentes e resilientes.
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Palavras-chave relacionadas: robôs modulares, inteligência artificial, robótica adaptativa, metamáquinas, algoritmos evolutivos, robôs resistentes, autonomia robótica, engenharia robótica, robótica em ambientes hostis, inovação tecnológica.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com