A cantora mineira Paula Santoro apresentou o show

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A cantora mineira Paula Santoro apresentou o show “Tudo que você podia ser” na noite de 28 de março de 2026, no teatro do Acaso Cultural, no Rio de Janeiro, marcando sua primeira apresentação após a cura do câncer enfrentado em 2025. O espetáculo, focado nas obras de Milton Nascimento e Lô Borges, reuniu amigos, familiares, alunos e jornalistas em um evento que celebrou a renovação da vida da artista.

O show é uma continuação do trabalho iniciado em 2024, quando Paula Santoro e o pianista Rafael Vernet exploraram o cancioneiro do Clube da Esquina, movimento musical mineiro dos anos 1960 e 1970, liderado por Milton Nascimento. Em “Tudo que você podia ser”, o repertório se estreitou para as composições solo e parcerias de Milton e Lô Borges, sendo estas últimas a principal novidade.

Ao longo da apresentação, Paula Santoro demonstrou domínio técnico ao interpretar obras complexas, como “O Caçador”, de Lô Borges e Márcio Borges, que retrata a repressão política durante a ditadura militar. Canções como “Léo” e “E Daí?”, de Milton Nascimento em parceria com Chico Buarque e Ruy Guerra, reforçaram o tom crítico contra o regime autoritário da época.

A cantora também destacou momentos de delicadeza e melodia, como nas músicas “A Via Láctea” e “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”, ambas de Lô Borges e Márcio Borges. Paula conduziu o público em uma participação ativa, incentivando o coro em sucessos como “Ponta de Areia” e “O Trem Azul”, além de interagir para dividir vocalizações à maneira de Elis Regina.

A apresentação teve equilíbrio entre técnica vocal e emoção, evitando excessos e focando na apreciação das nuances das composições. Rafael Vernet, pianista e arranjador, acompanhou a cantora com solos que complementaram a interpretação. O show encerrou-se com uma fala de Paula Santoro, na qual ela agradeceu o apoio recebido durante seu processo de tratamento e expressou esperança para o futuro.

“Tudo que você podia ser” reforça a ligação de Paula Santoro com o cancioneiro mineiro e evidencia sua capacidade de transitar entre temas densos e melodias mais suaves, ao mesmo tempo que compartilha seu momento pessoal de recuperação e otimismo. O Acaso Cultural, inaugurado em outubro do ano anterior, funciona como um espaço de arte e cultura na cidade do Rio de Janeiro, acolhendo produções brasileiras contemporâneas.

A apresentação recebeu avaliação positiva, destacando-se pela densidade interpretativa e pela relação de comunhão entre cantora e público. O repertório valorizou tanto os grandes sucessos quanto canções menos conhecidas, mostrando um aprofundamento no legado de dois importantes nomes da música brasileira.

A reestreia de Paula Santoro evidencia o papel da música como meio de expressão pessoal e coletiva, bem como instrumento de resistência cultural, especialmente ao revisitar obras críticas à repressão política do passado. O evento reforça também a importância da recuperação e da continuidade artística como parte da trajetória dos músicos brasileiros.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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