A Universal Music lançou no Brasil a reedição

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A Universal Music lançou no Brasil a reedição em LP do único álbum solo da cantora Gracinha Leporace, 58 anos após seu lançamento original em 1968. A obra, fabricada em vinil azul claro translúcido, resgata um título raro do cenário da música brasileira.

Gracinha gravou o álbum em 1968, no auge do movimento Tropicália, com arranjos do violonista Oscar Castro Neves. O disco combinou elementos da bossa nova e apresentou 12 faixas, incluindo músicas inéditas e regravações de clássicos do samba e da MPB. O lançamento inicial ocorreu pela gravadora Philips, mas não obteve grande repercussão comercial.

Antes de sua carreira internacional, Gracinha Leporace integrou o grupo Manifesto, formado também por seu irmão Fernando Leporace e outros músicos que se tornariam conhecidos no cenário brasileiro. Em 1969, ela passou a ser vocalista dos conjuntos do pianista Sergio Mendes, com quem se casou e mudou-se para os Estados Unidos em 1970. A partir daí, sua carreira consolidou-se principalmente no exterior.

O álbum solo de Gracinha ganhou edições fora do Brasil, especialmente no Japão, onde manteve o título mais acessível. No entanto, no país natal, a obra permaneceu pouco conhecida e tornou-se peça rara entre colecionadores. A recente reedição em vinil, distribuída pela Universal Music, marca a estreia do disco em formato físico no Brasil desde seu lançamento original.

O repertório do álbum apresenta sete músicas inéditas na época, como “Última Batucada”, composta por Sebastião Leporace, pai da cantora, e “Rancho do Ano Novo”, de Edu Lobo e José Carlos Capinan. Além dessas, constam regravações de “Prece”, samba-canção de Vadico e Marino Pinto, e “Chega de Saudade”, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes.

Também integram a lista faixas de Carlos Lyra com Ronaldo Bôscoli, “Saudade Fez um Samba” e “Sem Saída”, além da canção “Cantiga”, de Dori Caymmi e Nelson Motta, apresentada pelo grupo MPB4 em festival no ano anterior. Com essa combinação, o álbum reflete o momento de transição e riqueza da música brasileira no final dos anos 1960.

Além da versão em vinil, o álbum “Gracinha Leporace” está disponível em formato digital nas principais plataformas de streaming, facilitando o acesso aos novos ouvintes e colecionadores. Este relançamento contribui para a valorização da obra de uma artista que teve participação relevante na MPB e na música internacional a partir dos anos 1970.

A iniciativa da Universal Music destaca-se por devolver ao mercado brasileiro uma produção fonográfica de importância histórica, oferecendo uma experiência física que dialoga com o interesse renovado pelo vinil no país. O álbum resgata um legado artístico que passou décadas à margem da atenção do público nacional.

A reedição acontece num período em que o interesse por conteúdos musicais antigos tem crescido, impulsionado por projetos de recuperação de acervos e pelo aumento da demanda do mercado por material em formatos analógicos. Assim, o disco de Gracinha Leporace ganha nova dimensão em meio à cultura musical contemporânea.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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