O filme “Devoradores de estrelas” estreou na última quinta-feira (19) e arrecadou cerca de US$ 150 milhões no primeiro fim de semana mundial, consolidando-se como um dos grandes sucessos dos cinemas em 2026. Apesar do sucesso, os diretores Phil Lord e Christopher Miller preferem não especular sobre indicações ao Oscar 2027, argumentando que é cedo para falar sobre premiações.
“É um pouco cedo. O Oscar acabou de acabar”, disse Lord ao g1, enquanto Miller completou que fazer filmes pensando em prêmios “é uma maneira ruim de se viver”. Eles evitam alimentar as expectativas sobre o filme, mesmo com a repercussão positiva na crítica e entre o público.
Revistas especializadas como “Variety” e sites dedicados a premiações, como Gold Derby, já discutem as possíveis indicações de “Devoradores de estrelas” em categorias que vão de melhor filme e melhor ator, para Ryan Gosling, até as técnicas da produção.
Baseado no livro homônimo de Andy Weir, o filme integra uma tendência de sucessos originais, ou seja, que não fazem parte de grandes franquias ou continuações. Weir já teve outro livro adaptado para o cinema, “Perdido em Marte” (2015), que também recebeu atenção da Academia.
Na trama, Ryan Gosling interpreta um professor do Ensino Fundamental isolado em uma espaçonave, longe da Terra. Ele se vê em uma missão quase impossível para descobrir uma solução contra uma ameaça que pode comprometer a vida na galáxia. Mesmo com o enredo grandioso, os diretores focam no lado humano da história.
Phil Lord explicou que o filme aborda situações em que as pessoas são desacreditadas, até que alguém lhes diz que são capazes de superar desafios. Ele afirmou que a mensagem principal é que problemas difíceis podem ser resolvidos pela determinação humana.
A atriz alemã Sandra Hüller, que interpreta a personagem que acredita no protagonista, destacou que a história trata de curiosidade e coragem no sentido realista, sem exaltar superpoderes. Para ela, o filme mostra uma pessoa comum que evolui para alguém capaz de salvar o mundo por meio da ciência.
O projeto começou em 2020, durante a pandemia, quando Andy Weir enviou o manuscrito para Ryan Gosling antes mesmo da publicação do livro ou de qualquer anúncio sobre a adaptação. Na época, Gosling vinha de um papel em cinema mais sério, no filme “O primeiro homem” (2018), sobre Neil Armstrong.
O roteirista Drew Goddard, que já trabalhou com Weir na adaptação de “Perdido em Marte”, foi convidado a escrever o roteiro. Goddard afirmou que “Devoradores de estrelas” foi uma adaptação mais desafiadora, por ser uma história mais ambiciosa, envolvendo uma jornada pelo universo e uma trama emocional mais complexa.
Ele admitiu ter ficado receoso em adaptar o livro, pois não queria desapontar o autor. Porém, após ler a obra, decidiu assumir o desafio para que ninguém mais o fizesse.
Apesar do sucesso e da atenção da crítica, os diretores mantêm distância das discussões sobre prêmios e enfatizam que o foco principal está na construção da narrativa e na experiência do público, não nas expectativas por reconhecimentos futuros.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

