O dólar abriu em alta nesta terça-feira (24), chegando a R$ 5,2601 por volta das 9h03, influenciado pelas incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã relacionadas ao conflito no Oriente Médio. O cenário externo, marcado por tensão geopolítica e impacto nos preços do petróleo, afetou também a movimentação do mercado brasileiro.
O preço do petróleo subiu 2,53% por volta das 8h46 no caso do barril Brent, cotado a US$ 98,35, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA avançou 2,68%, a US$ 90,49. Esse movimento ocorre após queda significativa no dia anterior, ligada às ações e declarações de líderes americanos e iranianos sobre possíveis conversas para encerramento do conflito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã demonstrou interesse em negociar, destacando uma pausa de cinco dias em ataques contra infraestruturas de energia iranianas para permitir o avanço das conversas. Ele mencionou ter instruído o Departamento de Guerra a adiar ações militares durante esse período.
Por outro lado, autoridades iranianas negaram a existência de negociações e classificaram as declarações americanas como tentativas de manipulação política, que poderiam afetar a estabilidade regional e os mercados globais de energia. Agências de notícias estatais iranianas indicaram que a pressão dos EUA visa reduzir os preços do petróleo e do gás.
Os mercados globais reagiram às declarações com movimentos distintos. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 fecharam em alta, impulsionados pelo otimismo com a possibilidade de solução diplomática. Na Europa, a maioria das bolsas também registrou ganhos, enquanto na Ásia as bolsas fecharam em queda, refletindo preocupações econômicas e impactos do conflito.
No Brasil, além da elevada volatilidade cambial, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75%, a primeira queda em quase dois anos. No documento, o Banco Central aponta o conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo como fatores que pressionam a inflação, recomendando manutenção de juros em patamar restritivo.
Outros dados importantes na agenda econômica do dia incluem a divulgação dos PMIs americanos, indicadores que medem a atividade dos setores industrial e de serviços, além de informações sobre emprego, produtividade e custo do trabalho. No Brasil, a Receita Federal divulga a arrecadação de fevereiro às 10h, enquanto os ministérios da Fazenda e do Planejamento publicam às 17h o relatório bimestral de receitas e despesas.
No índice Ibovespa, o principal indicador da bolsa brasileira, o acumulado da semana apresenta alta de 3,24%, embora o mês registre queda de 3,63%. Já o acumulado do ano é positivo em 12,91%, mostrando recuperação do mercado diante do cenário global.
Conflitos e negociações entre EUA e Irã continuam influenciando os mercados financeiros e de commodities, especialmente o petróleo, fator chave para a economia global e para a inflação no Brasil. O acompanhamento das próximas movimentações dos dois países, assim como das decisões econômicas internas, permanece fundamental para a avaliação dos rumos do dólar e da bolsa de valores local.
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Fonte: g1.globo.com
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