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Aos 70 anos, Marina Lima lançou nesta sexta-feira

Aos 70 anos, Marina Lima lançou nesta sexta-feira
  • Publishedmarço 24, 2026

Aos 70 anos, Marina Lima lançou nesta sexta-feira (24) o álbum “Ópera Grunkie”, sua 18ª obra de estúdio e 22ª no total, marcado pela homenagem ao irmão e poeta Antonio Cicero, falecido em 2024. O trabalho reflete o luto da artista e apresenta uma proposta musical fragmentada, voltada para seu público fiel.

“Ópera Grunkie” foi gravado entre setembro e dezembro de 2025, com coprodução de Arthur Kunz e Edu Martins, e teve a própria Marina como produtora musical. O álbum reúne 11 faixas que transitam entre diálogos, ruídos e samples, estruturadas em três atos que pouco se comunicam diretamente entre si. A abertura traz a regravação de “Partiu”, de 2015, considerada desnecessária por parte da crítica.

O luto pela morte de Antonio Cicero, que optou por um procedimento de morte assistida na Suíça, há dois anos, está presente no primeiro ato. Canções como “Grief-stricken”, de Antonio Patriota, e “Perda”, de Arthur Kunz e Felipe Pinheiro de Souza, inserem poemas e vozes do poeta sobre arranjos de piano, bateria e percussão. Em “Meu poeta”, Marina celebra o irmão em versos nostálgicos, embora a faixa não tenha sido bem avaliada em termos de inspiração.

No segundo ato, destaque para “Samba pra diversidade”, composição de Marina Lima que conta com percussões de Dominique Vieira e um coro formado por diversos cantores. A música apresenta ritmo mais fluido e uma abordagem voltada à diversidade, ampliando o repertório temático do álbum.

Quase no final da obra, a parceria com Adriana Calcanhotto reaparece em “Chega pra mim”, faixa originalmente do EP de Leila Pinheiro, que ganhou novos arranjos com violoncelo e violinos, conferindo uma leve atmosfera erudita. O álbum encerra com “Finale (Brahma Chopin)”, composição de Marina Lima e Arthur Kunz, consolidada no clima eletrônico que permeia parte do disco.

Embora isoladamente algumas faixas como “Olívia” tenham tido recepção positiva por sua atmosfera festiva baseada em reggaeton e música ambiente, o conjunto do álbum foi avaliado como irregular e aquém do histórico da artista. A tentativa de inovar e evitar fórmulas antigas resultou em uma obra mais interessante em sua concepção do que nas próprias composições.

“Ópera Grunkie” parece direcionado especialmente para a tribo de Marina Lima, ou seja, seu público tradicional, que acompanha suas variações e experimentações musicais ao longo das décadas. A obra não se apresenta como um marco em sua carreira, porém demonstra o esforço da artista em se manter ativa e conectada com as novas tendências e parcerias contemporâneas.

A capa do álbum é uma colagem assinada por Natália Lage, com arte final de Maria Valiante, refletindo a identidade visual singular que acompanha a divulgação do disco.

Em resumo, o álbum é uma peça que registra o momento pessoal de Marina Lima marcado pela perda do irmão, ao mesmo tempo que busca renovar seu repertório, ainda que com resultados diversos. O trabalho reforça sua influência no pop brasileiro, especialmente na maneira como tem abordado temas íntimos e sociais em sua discografia.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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