A Rússia lançou nesta terça-feira (24) 16 satélites

A Rússia lançou nesta terça-feira (24) 16 satélites de órbita baixa em um esforço para desenvolver uma rede própria de comunicação por internet e competir futuramente com a Starlink, sistema de satélites da empresa americana SpaceX, de Elon Musk.

O lançamento ocorreu no contexto de um programa conduzido pela Bureau 1440, empresa aeroespacial russa responsável pelo desenvolvimento de uma constelação de satélites de baixa órbita para oferecer internet banda larga global. A empresa afirmou que o grupo lançado no dia anterior representa a transição do projeto experimental para a oferta de serviços de comunicação efetivos.

A rede Starlink, que iniciou seus lançamentos em 2019, já opera mais de 10 mil satélites em órbita baixa, consolidando superposição orbital e abrangência global. Comparativamente, a Rússia ainda está em fase inicial do projeto e distanciada do número de aparelhos da concorrente americana.

A história espacial russa remonta à época da União Soviética, que protagonizou marcos importantes como o lançamento do satélite Sputnik 1, em 1957, e a missão de Yuri Gagarin, primeiro homem a orbitar a Terra, em 1961. Contudo, desde o colapso soviético em 1991, o programa espacial russo enfrentou crises relacionadas a financiamento insuficiente, problemas administrativos e resistência interna.

Material biográfico sobre Elon Musk destaca que, em 2002, autoridades russas não deram suporte a seus projetos por questões de confiança, fator que teria motivado o empresário a buscar alternativas para reduzir os custos de lançamentos espaciais e impulsionar sua empresa.

O lançamento dos 16 satélites russos indica o interesse do país em retomar protagonismo no setor espacial, especialmente na área de comunicações via satélite. Ainda assim, o equilíbrio competitivo entre Rússia e Estados Unidos nesse campo dependerá de investimentos, capacidade tecnológica e execução dos próximos projetos.

Até o momento, a empresa russa não detalhou prazos para alcançar a cobertura global ou o número previsto de satélites em sua constelação. O avanço desse programa dependerá também do apoio governamental e da viabilidade econômica diante da concorrência internacional.

Em suma, a iniciativa russa marca um movimento estratégico para não permanecer apenas como espectadora na nova corrida por redes de internet via satélites em órbitas baixas, segmento que cresce em importância para conectividade mundial.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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