O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo)

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), vê no PSD uma alternativa para disputar a Presidência da República após o enfraquecimento do grupo em seu estado. A desistência do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), de concorrer ao Palácio do Planalto no último dia 23 estimulou um movimento de aproximação entre Zema e o partido.
No domingo (22), Zema deixou o governo estadual temporariamente nas mãos do vice, Mateus Simões, que recentemente migrou do Novo para o PSD. Essa mudança estreitou os laços entre o governador mineiro e Gilberto Kassab, presidente da sigla.
Ratinho Junior havia se colocado inicialmente como pré-candidato do PSD à Presidência, mas anunciou na segunda-feira (23) a desistência da disputa para focar na conclusão do mandato de governador do Paraná até 2026. Sua saída alterou o panorama interno do PSD, restando como nomes prováveis para a candidatura presidencial Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
Apesar de Ronaldo Caiado ser visto internamente como o candidato natural do PSD, analistas e membros da sigla destacam a força política de Zema, que governa o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais. Além da possibilidade de concorrer pelo PSD, Zema também é alvo de negociações com o PL para assumir a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, reforçou que o acordo entre os dois partidos é manter Zema na candidatura ao Palácio do Planalto, enquanto o vice em Minas será indicado pelo PSD, representado por Mateus Simões.
A conjuntura ganhou complexidade com os movimentos dos governadores, que buscam posicionamento estratégico para as eleições presidenciais. Além de Zema e Ratinho Junior, nomes como Jorginho Mello (SC), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Wilson Lima (AM), Tarcísio de Freitas (SP), Cláudio Castro (RJ) e Ronaldo Caiado (GO) são protagonistas nesse cenário.
Ratinho Junior despontava como o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas eleitorais. Em levantamento realizado pela Quaest em março, ele aparecia com 7% das intenções de voto no primeiro turno, à frente de Ronaldo Caiado (4%) e Eduardo Leite (3%). Sua saída deve impactar também as decisões políticas para a sucessão no Paraná.
A movimentação reflete um cenário em que o PSD busca se reorganizar internamente e definir sua estratégia de presença na disputa presidencial, enquanto Romeu Zema avalia opções para ampliar sua base política. A aproximação entre o Novo e o PSD ganha força e pode representar uma tentativa de consolidar apoio mais amplo para a candidatura do governador de Minas Gerais.
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Fonte: g1.globo.com
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